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O Autor Desconhecido Vanessa Lampert Da primeira vez chegamos à noite, olhamos a estátua, a máquina de escrever, a agenda, os jornais e a caneta bic empoeirados sobre o banco, o olhar perdido no horizonte, observando a bela paisagem da orla do Leblon. - Quem será esse? - Perguntei para o Davison, já procurando uma placa que identificasse a estátua. Absortos em nossa ignorância, não encontramos o nome do cara em lugar algum. Chegamos então à conclusão de que se tratava de uma homenagem ao Autor Desconhecido. Sim, aquele mesmo que escreve os textos mais legais da internet, que a gente recebe por e-mail, lê em sites, em blogs e até em muito jornal por aí. O Autor Desconhecido é o profissional mais altruísta que existe, ele não quer divulgar seu nome nas coisas que escreve, seu intuito é apenas produzir para jogar ao vento, para espalhar a arte, para que o resultado de seu árduo trabalho seja de domínio público, como uma mente completamente desapegada, como a mãe que joga seus lindos filhos no mundo para que todos possam ter a oportunidade de carregá-los no colo. Ela vira as costas, não deixa nome, telefone, nem endereço, não deixa rastro. Definitivamente, um cara desses merece uma homenagem. Dia desses resolvi voltar lá, para tirar foto da estátua do Autor Desconhecido. Uma garoa fina me acompanhou até que eu alcançasse o final do calçadão do Leblon, onde repousa a justa homenagem. Um gari, sentado ao lado da escultura atrapalhava a minha foto. Resolvi sentar ali perto enquanto aguardava que o homem retomasse seu trabalho. Em vão. Levantei e olhei para os pertences do Autor Desconhecido, sua caneta, agenda, jornal e máquina de escrever...a garoa retirou a poeira e pude ver que havia, no jornal, algo escrito. Me aproximei e li: "Zózimo". Pensei alto: - Não acredito que esta é a placa. - O gari ouviu e me explicou, em tom importante: - Esse é o Zózimo. - Ele era jornalista - Explicou o pipoqueiro, sentado próximo, ao que o gari completou, apaixonado: - É, tinha uma coluna no Jornal do Brasil. Na verdade ele é mais do que isso. É o símbolo do carioca que sai do trabalho, olha o mar, observa a paisagem. Sem essa estátua o Leblon não seria o Leblon. Após uma rápida aula do gari sobre a vida e obra de Zózimo Barroso, tirei minhas fotos, com os dois ao fundo, porque agora faziam parte do contexto, não? Aprendi com tudo isso o que eu já sabia: não havia homenagem alguma ao Autor Desconhecido simplesmente porque não existe o Autor Desconhecido. O que existe é a preguiça e a falta de atenção que nos faz passar reto pela identidade do autor, a preguiça de retirar a poeira sobre as letras e descobrir quem escreveu aquele texto. O autor desconhecido não existe. É só procurar um pouco e rapidinho a gente descobre quem ele é. É só ter um pouquinho de paciência e humildade para descobrir, nem que seja através de um gari. O Zózimo de bronze, no entanto, torna-se o espelho de tantos autores desconhecidos que têm seus textos roubados e repassados sem autoria ou até mesmo assinados por outra pessoa. O legal da internet é poder divulgar textos interessantes, espalhar o que nos chama a atenção, mas sempre respeitando o trabalho alheio, colocando os devidos créditos e não repassando texto sem autor. Sempre checar, aliás, a autoria dos textos que recebemos por e-mail, fazendo uma rápida pesquisa no google com uma frase do texto entre aspas. Enchi tanto o saco dos meus amigos (e da lista de amigos deles) com esse papo de respeito ao trabalho dos outros quando eles me mandavam textos que eu recebia sem autoria ou com autoria equivocada que hoje em dia ninguém mais me manda nada e eu fico sabendo pelos outros do que anda circulando na internet. O problema é que quando esses textos saem da internet para a coluna de alguém em um jornal, por exemplo, ou como texto de estudo em uma sala de aula, a coisa complica. Dá a impressão de que escrever não é trabalho e que um texto brota do nada, assim, no papel, se auto-escrevendo. Fiquei sabendo dia desses de um texto para o qual estou fazendo operação caça-créditos que foi parar em uma coluna de jornal sem que fosse citado o autor. Não é o único, eu sei, e a pessoa que o publicou certamente o fez achando que ele havia sido escrito pelo tal Autor Desconhecido do início deste post. A partir do momento em que constatamos a inexistência dessa entidade, nos deparamos com um problema grave. Não é frescura querer que seu nome esteja atrelado a seu trabalho porque o escritor não tem outra forma de ter seu trabalho reconhecido e divulgado, ou seu nome vai com o seu texto, ou seu texto vai e seu nome fica. Então, por Zózimo, tenhamos um pouco de respeito pelos escritores que abrem seu talento aqui na internet e façamos, cada um, a nossa parte. Tenho falado sobre isso aqui há muito tempo, mas agora decidi que algo mais específico deve ser feito. Pensando nisso, acabo de criar este blog, onde reunirei os textos roubados, falarei de seus autores e farei aqui uma espécie de "banco de dados de textos perdidos", para facilitar as buscas de quem recebe texto sem autor. A idéia é transformar, em um futuro próximo, o blog em um site, com mecanismo de busca rápida de textos dentro de seu próprio conteúdo. Já tenho bastante material, mas vou postando aos poucos. Sim, os textos são fantásticos, por isso mesmo devemos respeitar seus autores. Dizer que um texto não tem autor é mentira, atribuir a autoria a outra pessoa, é roubo. Repassar texto sem autor ou roubado, é conivência. O Autor Desconhecido não existe, todo texto tem autor, nenhum texto se auto-produz. Escrever é trabalho e os escritores que disponibilizam seus textos na net não se importam se você quiser enviar para algum amigo por e-mail ou postar em seu blog, desde que dê os devidos créditos ao autor. E o que é dar os créditos ao autor? É um troço fácil: é só colocar no nome do autor no início ou no final do texto. Questão de respeito, Internet é só mais um meio de transportar informações, não é uma outra dimensão em que nossos valores e princípios podem ser jogados no lixo assim. Somos pessoas lidando com pessoas, como em qualquer outro lugar, qualquer outra situação. Respeito. É o que pedimos. Simples assim. Aqui reunirei os textos órfãos aos seus pais. Há tempos fazemos o que eu chamo de "operação caça-créditos" procurando textos de "autor desconhecido" cujos autores eu conheço :) e avisando, site por site, da autoria. Muitos sites têm colaborado conosco, mas ainda somos formiguinhas muito pequenas nessa tarefa. Com os textos reunidos aqui e o depoimento dos autores, será mais fácil obter a ajuda de vocês para este trabalho. Vamos nos divertir na internet sim, mas sem desrespeitar o trabalho alheio, assim todo mundo fica feliz e cumpre seu papel. Extraído do blog "Autor desconhecido"

PIRANHA DE TAL

Piranha de Tal... ***Esta poesia foi feita para lembrar a dura realidade de uma menina de, no máximo 12 anos, que vi na Av. Brasil, perto da Vila Mimosa. Sua mãe na esquina, aguarda a grana para tomar “pinga ou cana”. Chocou... Seu era corpo pequeno, seio pequeno, olhos vazios, perdidos. Cara de fome, procurando a próxima vítima. Corrompida e prostituída. Vai Brasil!!!*** Piranha de Tal... Meu nome é fulana Sou boa de cama Traiçoeira na briga Na luz do dia sou ainda menina À noite me transformo Rodo bolsinha Eu sou a cicrana Mulher do mal Sou teu caos Fulana de tal Aposto no vil metal Meu corpo pede ouro Cédulas verdes Ou outra cor qualquer Pra saciar minha fome matar Beltrana sacana Prostituta de encomenda Mulher vulgar Deito com homens Fabrico fantasias Fetiches para fantoches Sou mulher da vida Meu nome é piranha Sou mestre no deboche Piranha fatal Meu nome? Prostituta da rua Piranha de tal Rose de Castro A ‘POETA’ Rose de Castro Publicado no Recanto das Letras em 02/05/2007 Código do texto: T471577
A gravidez de um pai
Letícia Thompson A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas. Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado. Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida, que seja parte de si mesmo, mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio. Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser, sem os incovenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem com a gente. E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma. Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol. E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem. Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável. E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços, quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, à partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma. E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho. E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele. Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante. Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível. E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai. Letícia Thompson

SOMOS ÚNICOS NO MUNDO

SOMOS ÚNICOS NO MUNDO
 
Merlânio Maia,no livro ALTERIDADE-a diferença que soma
(Onde fala sobre Arte e Alteridade no capítulo 07).


Nós somos tão diferentes No formato corporal, Na impressão digital, Primeiro sem ter segundo!... A nossa pele é diversa Nossa íris de outra cor Até na forma de amor Somos únicos no mundo! Nem mesmo na própria raça Há dois seres semelhantes Há diferenças gritantes E um abismo tão profundo Que sequer gêmeos escapam Nem mesmo univitelinos São esses toques divinos Somos únicos no mundo! Até sobre um mesmo assunto Temos visões diferentes Opiniões pertinentes De grande teor facundo Cada um com seus recursos Cada qual com seus pendores Seus gostos e seus amores Somos únicos no mundo! E é preciso que assim seja Intenção,desejo,crença, Atitudes,diferença... De ineditismo fecundo Fazendo um viver completo Construindo a consciência Com a força da inteligência Somos únicos no mundo! Diferente na aparência Diferente em posição Diferente em vibração Das mãos de Deus oriundo Diferença que enriquece E produz fraternidade Nascida da Alteridade Somos únicos no mundo! Por isso é tão importante O outro ser bem aceito Com seus gostos, com seu jeito, E entendê-lo mais a fundo Aprender suas grandezas Sua visão de verdade.
Pois isto é ALTERIDADE Somos únicos no mundo!

AZUL

AZUL

PERNAMBUCO

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