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CADÊ PATRÍCIA??????????

APOIO AO MOVIMENTO “CADÊ PATRICIA?”  

EXISTEM QUESTOES QUE NÃO PODEM DEIXAR DE SER MENCIONADAS. SÃO QUESTOES DE ORDEM PUBLICA E SOCIAIS. QUESTOES QUE, QUANDO SE CONSTITUEM EM PREOCUPAÇAO DA SOCIEDADE, QUE COBRA O QUE LHE É DEVIDO, TEM MUITO MAIS CHANCES DE SER SOLUCIONADAS. ACREDITAMOS QUE DEVE HAVER SEMPRE RESPEITO DAS AUTORIDADES CONOSCO, CIDADAOS. POR ISSO APOIAMOS O ESFORÇO DA FAMILIA AMIEIRO FRANCO EM ESCLARECER O DESAPARECIMENTO DE PATRICIA AMIEIRO FRANCO. A FAMILIA TEM DIREITO A RESPOSTAS. A SOCIEDADE TEM DIREITO A RESPOSTAS. CONVIDAMOS A TODOS A ACESSAR O SITEWWW.CADEPATRICIA.COM.BR, E VER DE QUE FORMA PODEMOS AJUDAR. SEJA ATRAVES DE E-MAILS, MENSAGENS EM SITES, PARTICIPANDO DA COMUNIDADE NO ORKUT OU COMPARECENDO A MANIFESTAÇAO QUE SERA FEITA NO DIA 07 DE JUNHO, DOMINGO, AS 10 HORAS, NA AV. SERNAMBETIBA 4.250, CONDOMINIO VIVENDAS, POSTO SEIS DA BARRA DA TIJUCA. DIVULGUEM ESSA NOTICIA.  

ESTAMOS JUNTOS NESSA! 

 

ERRAMOS PARA ACERTAR

ERRAMOS PARA ACERTAR

LETÍCIA THOMPSON

Todos erramos querendo acertar. Excepcionalmente, algumas pessoas podem cometer erros conscientemente, mas ainda assim buscam a felicidade, de forma desesperada, mas buscam.

A solidão e carência afetiva deixam a alma aberta a muitas portas que em outras ocasiões manteríamos fechadas. Deixa-nos acessíveis, frágeis e crédulos. O feio pode tornar-se bonito e agradável; o proibido, irresistivelmente atraente. Achamos desculpas para convencer os outros e nem sempre convencemos nosso coração.

Mas insistimos...

Acontece de cometermos erros imperdoáveis, não aos outros, mas a nós. Esses mesmos erros que nos fazem querer não ter existido por um momento, querer apagar da memória e do tempo, desaparecer, ou chorar até que as lágrimas lavem todas as nossas culpas, mas sabemos que, quaisquer que sejam nossas tentativas, elas serão em vão.

E aprendemos com os primeiros erros? Ah, não... tentamos ainda e ainda nessa busca incessante pela felicidade...

Nos cegamos voluntariamente, sem termos consciência do quanto isso pode nos custar, do quanto pode doer, das penas que podem nos causar.

Ah!... As más decisões não têm retorno, os gestos cometidos não têm volta e as palavras ditas se foram.

O que escrevemos, escrevemos, por onde andamos,andamos e não é nos agarrando a esses detalhes que seguiremos em frente.

É justamente quando conhecemos nossos erros e nossas culpas que os evitaremos depois. Sei que isso nem sempre acontece, senão não cometeríamos duas ou três vezes os mesmos desenganos, mas um dia aprendemos.

Aprendemos que todo mundo erra, todo mundo acerta, todo mundo se arrepende e quer voltar atrás; todo mundo chora algo perdido ou uma decisão errada; todo mundo já se sentiu a pessoa mais infeliz e pequenininha em um momento ou um outro e quis esconder-se até de si mesmo.

Aprendemos que a vida tem curvas, laços, boas e más intenções, campos floridos e terras desertas; aprendemos que para se viver é preciso saber perdoar-se a si mesmo, sem porventura deixar de tirar as lições do que se vive.

Ser maduro, completo e sábio não é ser infalível. O mundo é feito de seres humanos, corações e sentimentos e não de super-heróis.

Ser maduro é buscar o melhor do que vivemos, acreditar que Deus perdoa falhas, compreende nossas buscas e nos reconforta a cada queda.

Ser maduro não é evitar as flores que têm espinhos, mas redobrar de cuidado ao colhê-las, conhecer os perigos e não se deixar dominar pelo medo; é viver, consciente de que se não andamos não chegamos a lugar nenhum e se erramos temos direito sim a uma segunda, mesmo uma terceira chance. Porque nada há mais no mundo que Deus deseje do que a nossa felicidade.

 

Letícia Thompson

 

HÁ CERTAS HORAS...

SHAKASPEARE NÃO É!!!!!!!!!!!

 

AUTORA: AILA MAGALHÃES

 

"Há certas horas, em que não precisamos de um Amor... Não precisamos da paixão desmedida... Não queremos um beijo na boca... E nem corpos encontrarem-se na maciez de uma cama... Há certas horas que só queremos uma mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado... Sem nada dizer... Há certas horas, quando sentimos que estamos para chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a fazer-nos sorrir... Alguém que ria das nossas piadas sem graça... Que ache as nossas tristezas as maiores do mundo... Que nos teça elogios sem fim... E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável... Que nos mande calar a boca, nos evite um gesto impensado, Alguém que nos possa dizer: Acho que estás errado, mas estou ao teu lado... Ou alguém que apenas diga: Amo você! Aila Magalhães

 

COMO CONVIVER COM PESSOAS DIFÍCEIS

COMO CONVIVER COM PESSOAS DIFÍCEIS

TODOS NÓS,MAIS DIA ,MENOS DIA,ESBARRAMOS EM ALGUÉM QUE nos tira do sério.Uma pessoa realmente difícil.Não falo dos carrancudos usuais que cruzam nossos caminhos e depois desaparecem,como motoristas mal humorados,vendedores cricris ou entregadores grosseiros.Refiro-me aos que nos enlouquecem,pisam em nosso calo,mas que não podemos ignorar,tampouco evitar,como colegas de trabalho,vizinhos ou parentes.Pode até ser que sejam personalidades do “Tipo A”,que explodem sua raiva em nós.O Psicanalista Eric Berne se refere ao jogo psicológico que ocorre com essas pessoas como “gritaria”.Quando o discurso racional fracassa – o que geralmente acontece,pois afinal essa é uma pessoa difícil -,as vozes se elevam e o conflito se intensifica.Segundo Berne,há três desfechos possíveis para o jogo:

a)      você sai do recinto e bate a porta; b) a pessoa difícil sai e bate a porta; c) ambas saem e batem a porta.De qualquer modo,o jogo da “gritaria”sempre culmina com uma porta batendo.

   Em vez de tentar mudar a outra pessoa,deveríamos ter cuidado para não entrar no jogo dela.Não interpretar a beligerância como um ataque pessoal e não entrar na reação de “lutar ou fugir” que herdamos da vida animal.Ao praticar diariamente técnicas de autotransformação,podemos manter o equilíbrio mental até mesmo nas situações mais conflitantes,sem responder reativamente a rompantes e chantagens emocionais.Poderemos ouvir calma e atentamente,sem entrar no ringue para nos defender.Uma história do folclore coreano ilustra bem isso.

   Uma jovem mulher,Yun Ok,foi até o célebre monge da montanha.

-Ó respeitável sábio – disse ela –Estou em dificuldades!Faça-me uma poção.

- Tudo bem – disse o sábio – Qual é sua história?

- É meu marido.Nos últimos anos ele esteve ausente,lutando numa guerra.Agora que voltou quase não fala comigo.Se falo, ele parece não ouvir.Quando abre a boca para falar,é rude e zangado.Se lhe sirvo comida,ele não gosta;empurra o prato para o lado e sai da mesa, raivoso.Preciso de uma poção para que ele volte a ser amoroso e carinhoso!

O sábio respondeu:

- Tenho a receita.Mas o ingrediente essencial é o bigode de um tigre vivo.

- O bigode de um tigre vivo!- disse a moça –Como vou conseguir isso?

- Se a poção for realmente importante para você,então você terá êxito – respondeu o monge.

    A moça foi para casa.Naquela noite,enquanto o marido dormia,saiu furtivamente com uma tigela de arroz e um naco de carne.Chegou a uma prudente distância da caverna de um tigre,estendeu a comida e o chamou para comer.O tigre não veio.Na noite seguinte, fez a mesma coisa,desta vez mais perto da caverna.De novo,nada aconteceu.Todas as noites ela ia à caverna,cada vez se aproximando mais,.Pouco a pouco o tigre acostumou-se com ela.Certa noite, chegou a uma distância da qual se poderia atirar uma pedra na caverna e parou.A moça e o tigre fitaram-se sob a luz da lua.Na noite seguinte, ela se aproximou ainda mais,a ponto de estar tão próxima que poderia falar com o tigre com uma voz muito suave.Pouco depois,o tigre comeu a comida oferecida.

   Na outra noite,o tigre a esperava.Depois que ele comeu,ela passou a mão sobre sua cabeça,e ele começou a ronronar.Seis meses haviam se passado desde a noite da última visita.Finalmente, depois de tê-lo acariciado na cabeça, ela disse:”Ó generoso Tigre,preciso de um dos seus bigodes.Por favor,não se zangue comigo!”.E ela cortou um dos bigodes.O tigre não se zangou,e a lambeu.Ela correu em disparada,pela trilha,com o bigode nas mãos.Exultante,chegou à caverna do eremita:”Ó grande sábio,consegui o bigode do tigre!Agora você pode fazer a poção mágica!”.O sábio examinou o bigode cuidadosamente,satisfeito porque era mesmo de tigre,e jogou-o na fogueira.

- O que você fez?- gritou a moça – Depois de todo o esforço que eu fiz para pegar o bigode!

- Conte-me como você o conseguiu – disse o sábio.

- Todas as noites, eu ia à caverna do tigre com uma tigela de comida,para ganhar sua confiança.Falava docemente com ele,para fazê-lo compreender que só queria  seu bem.Fui paciente.Cada noite,levava comida sabendo que ele não a comeria.Mas não desisti.Nunca falei asperamente,nem o censurei.Finalmente,numa noite,ele andou alguns passos  em minha direção.Nas noites seguintes,ele já estava me esperando na trilha e comia da tigela.Passei a mão em sua cabeça e ele começou a ronronar.Foi aí que consegui cortar o bigode dele.

- Você domesticou o tigre com sua persistência e seu amor – disse o sábio.

- Mas você jogou o bigode do tigre no fogo!Foi tudo a troco de nada!- lamentou-se ela.

- Não,não foi tudo a troco de nada.Você não precisa mais do bigode.Será que seu marido é mais feroz que um tigre?Será que ele é menos sensível ao carinho e à compreensão?Se você é capaz de ganhar a confiança de um animal selvagem e sedento de sangue com suavidade e paciência,certamente poderá fazer o mesmo com seu marido!

   Yun Ok permaneceu emudecida por alguns momentos.Então voltou pela trilha,refletindo sobre a grande verdade que havia aprendido do sábio da montanha.O segredo para lidar com pessoas difíceis é não morder a isca da negatividade delas e deixar que elas mordam sua isca de um coração empático e cheiro de amor.

 

SUSAN  ANDREWS - Psicóloga

 

DISCUSSÕES - CHICO XAVIER/EMMANUEL

 

DISCUSSÕES

“Contenda de homens corruptos de entendimento e privados de verdade,

 cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais”. Paulo – I Timótheo: 6:5  

        No amontoado de problemas espirituais que integram o quadro de preocupações do discípulo, destacamos o fenômeno palavroso, como dos mais importantes ao seu bem-estar.         A contenda verbal tem o seu lado útil ou o seu objetivo elevado, no entanto, é preciso considerar, antes do início, sua verdadeira finalidade.         Discussões a esmo são ventanias destruidoras. Quando alguém delibere romper o silêncio é indispensável examinar o caráter dessa atitude. *         Naturalmente, não estamos falando para o homem vulgar, empenhado em críticas a todas as criaturas e cousas do caminho comum, olvidando a si mesmo, mas para o discípulo de boa e sincera intenção. *         A inferioridade com seus tentáculos numerosos convida insistentemente aos atritos, todavia, o aprendiz fiel deve conservar-se vigilante, em seu posto, sob pena de ser inscrito como servo relapso, indigno da tarefa. *         Surgirão, como é justo, horas de esclarecimento, dilatando as luzes espirituais nas sendas retas, contudo, quando se verifique um desafio à discussão, convém meditar gravemente no assunto, antes de se atirar ao duelo das palavras. Não haverá recurso fora dos elementos de sensacionalismo? Não será falsa piedade, mascarando a causa do ganho? *         Nem sempre esse ganho é o dinheiro; pode ser também prepotência de opinião, sectarismo, vaidade.         Um homem na sua tarefa de realização com Deus, do trabalho mais simples ao mais complicado, pode estar certo de que está no lugar próprio, atendendo à Vontade do Senhor que ali o colocou sabiamente; mas quando se ponha em contendas, ninguém, nem ele mesmo, pode saber até onde irá e quanto carvão será depositado em sua alma, após o grande incêndio.                                                   (Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In:  Sentinelas da Luz)

 

PENSAMENTO PARA O DIA 22/05/2009

PENSAMENTO PARA O DIA – 22/05/2009

As pessoas deveriam levar vidas abnegadas. Isso pode parecer difícil, mas na verdade não há nada mais fácil. É o egoísmo que cria todos os tipos de dificuldades para o homem. O amor altruísta não dá espaço algum para qualquer mal. O amor altruísta pode encontrar oposição em amigos, familiares e pessoas mundanas, mas não se deveria ser intimidado por tal oposição. O amor deveria ser cuidado como seu próprio sopro de vida. Torne o amor a base para todas suas ações. O amor por Deus deveria ser livre de qualquer desejo por favores.

SATHYA SAI BABA

 

PENSAMENTOS DE SATHYA SAY BABA

PENSAMENTOS DE SATHIA SAY BABA

Deus é a base de tudo. Ele é onipotente, onisciente e permeia toda a criação. Quem pode dizer que somente isso (Brahman) é Deus e aquilo, não é? A única entidade eterna, existente, é Deus. Tudo mais é temporário. Assim como sem algodão não pode haver pano, igualmente não pode haver mundo sem Deus. Não considere esse corpo físico (Deha) como real. A verdadeira realidade é a Divindade interna (Dehi). Essa Divindade está além de nascimento e morte, não tem começo ou fim, e é a testemunha eterna. Reconheça essa verdade.

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O Divino está presente no homem da mesma maneira que a linha escondida une uma guirlanda. O cosmo inteiro é permeado pelo Divino e é Sua manifestação visível. Considerem-se os filhos de uma mesma mãe e pertencentes à família da humanidade. Não dêem espaço a diferenças de raça, credo e nacionalidade. Acreditem firmemente que todos pertencem à casta da humanidade, seguem a religião do amor e falam o idioma do coração. A água é chamada por nomes diferentes em idiomas diferentes. Igualmente, Deus é um, qualquer que seja o Nome pelo qual vocês O chamem: Alá, Jesus, Buda ou Rama. Tenham essa fé. Desenvolvam essa perspectiva universal e não critiquem qualquer religião.

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Não sirva por causa de recompensas, chamando atenção ou obtendo gratidão ou por um sentimento de orgulho por sua própria superioridade em relação à habilidade, à riqueza, ao status ou à autoridade. Sirva porque você é impelido pelo Amor. Quando você obtém sucesso, atribua o sucesso à Graça de Deus que o inspirou como princípio do Amor dentro de você. Quando você falha, atribua o fracasso a sua própria insuficiência, insinceridade ou ignorância. Examine as origens da ação, desinfete-as de todos os traços de ego. Não culpe o receptor do serviço (Seva) ou seus colaboradores e colegas de trabalho ou Deus.

 

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Prazer e dor não são inerentes à natureza do ser humano. Eles são produtos da mente. A Bem-aventurança é a verdadeira natureza do homem, mas ela só pode ser percebida quando o amor de Deus é experimentado. O sentimento de 'meu' precisa ser totalmente erradicado. O homem que está repleto de amor possui grande paz mental, pureza de coração e é indiferente a qualquer circunstância adversa, aos fracassos ou às perdas. Essa fortaleza é obtida do amor do Senhor, que o dota de autoconfiança. A autoconfiança gera um imenso poder interno. Todos devem desenvolver esse poder. Todos devem desenvolver esta autoconfiança, de forma que a Bem-aventurança do Eu Superior (Atma-Ananda) possa ser experimentada.

SATHYA SAI BABA

 

 

 

COMO CRIAR UM DELINQUENTE

COMO CRIAR UM DELINQUENTE

 DEZ REGRAS             

LISTA PREPARADA PELO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA DE HOUSTON – TEXAS

1 – Comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser.Assim,quando crescer,ele acreditará que o mundo tem obrigações de lhe dar tudo o que deseje.

2 – Quando ele disser nomes feios,ache graça.Isso o fará considerar-se interessante.

3 – Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa.Espere que ele chegue aos 21 anos,e “decida por si mesmo”.

4 – Apanhe tudo que ele deixar jogado:livros,sapatos,roupas.Faça tudo para ele,para que aprenda a jogar sobre os outros ,toda a responsabilidade.

5 – Discuta com frequência na presença dele.Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.

6 – Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser.Nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro.Por que terá ele de passar pelas mesmas dificuldades por que você passou?

7 – Satisfaça todos os seus desejos de comida,bebida e conforto.Negar pode acarreta frustrações prejudiciais.

8 – Tome o partido contra vizinhos,professores,policiais. (Todos tem má vontade para com seu filho).

9 – Quando ele se meter em alguma encrenca séria,dê esta desculpa! “Nunca consegui dominá-lo”.

10 – Prepare-se para uma vida de desgosto.É o seu merecido destino.

 

AUMENTAM CASOS DE GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Aumentam casos de gravidez na adolescência

Maio 5, 2009 por Ana

Especialistas afirmam serem necessárias políticas públicas voltadas aos jovens

É crescente o número de casos de gravidez na adolescência em Alagoas. Uma pesquisa realizada por um grupo da Escola de Enfermagem e Farmácia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aponta que 77,8% das internações de adolescentes – que, segundo a Organização Mundial de Saúde, compreende as idades entre 12 a 19 anos- foram ocasionadas por gravidez, parto e puerpério. O registro foi divulgado no livro “Maternidade na Adolescência”, da orientadora do estudo, professora Ruth Cizino da Trindade. Para especialistas, este número é considerado alarmante, e as estatísticas só tendem a aumentar, ainda que diversas campanhas tentem coibir a gestação indesejada.

Para a psicóloga Sandra Agrelli, um dos problemas que impedem a eficácia nas propagandas é o fato de que elas se limitam à informação sobre métodos contraceptivos e à distribuição de camisinhas. “É necessário que se dê um significado psico-educativo aos nossos jovens sobre as reais conseqüências da experiência sexual irresponsável”, explicou a psicóloga. “É preciso existir mais que informação, mas uma orientação para que nossas adolescentes consigam avaliar as perdas e os ganhos de uma atitude motivada pelo desejo sexual”, esclareceu. Segundo Agrelli, há uma tendência errônea a crer que o sexo não passa de uma fonte de diversão, espaço onde faz-se necessário “um resgate urgente dos princípios essenciais da vida”.

Entre as diversas dificuldades advindas com a descoberta de uma gravidez precoce, segundo a psicóloga, há o desencadeamento de uma série de perdas para todos os envolvidos. “Para a adolescente, é latente a falta de condições físicas e emocionais para constituir uma família e formar outro ser. Além disso, há um agravo, considerando que há diversas mudanças provocadas na vida pessoal, profissional e social”, atentou. 

Foi o que ocorreu com I.T.A.M, 15, cuja surpresa da gravidez não foi agradável, ao menos inicialmente. “Desde o primeiro mês em que minha menstruação atrasou, minha mãe disse que eu estava grávida. Mas eu não queria acreditar. Só fui acreditar quando já estava com quatro meses e, desde o momento em que soube, não parei de chorar. Na época, morava com meus avós paternos e tive que ir embora para casa da minha mãe, porque tinha medo do meu pai”, contou a adolescente. Segundo os relatos da jovem, que engravidou aos 14, o pai da criança havia ido embora para um outro estado. “Ele soube que eu estava grávida quando já estava lá, mas não procurou saber da filha em nenhum momento”, resumiu. 

Desde que sua filha nasceu, segundo I.T, há uma série de dificuldades que ela teve e tem que enfrentar, especialmente no que se trata de conciliar a adolescência com os deveres maternos. “Eu sempre gostei muito de sair com as minhas amigas e agora não posso mais. Quando quero muito sair, tem que ser escondido”, revela, acrescentando que a falta de emprego também prejudica sua situação.

No entanto, mesmo com as privações, a jovem reforça que não está arrependida. “Gosto muito de ser mãe, estou adorando. Às vezes fico nervosa, quando minha filha chora muito, mas minha mãe me ajuda muito”, explica.

Quem também sentiu na pele as mudanças advindas com uma gestação precoce foi a estudante Aliciane Ferreira, de 18 anos. Desde que descobriu a gravidez, aos 17, a gestante diz que o período só ‘melhorou’ durante esses últimos meses. “No início foi terrível. Estava no último ano do colégio, e disse que não iria mais, com medo que as pessoas me criticassem”, lembrou. Após dois meses sem ir, e já no quinto mês de gravidez, Aliciane decidiu retornar os estudos.”As pessoas já sabiam que eu estava grávida, então o choque não foi tão grande”, ponderou.

Para a adolescente, o apoio da família foi indispensável durante todo o momento. “Meus pais me apoiaram bastante. Sei que mudou alguma coisa, porque antes eu era vista como a ‘menininha’ da casa e agora não mais, mas tenho o apoio de todos. Inclusive da minha sogra, da minha cunhada, que vivem aos mimos com o Lucca Gabriel”, relata. 

Aliciane também assegura que o fato de ter a responsabilidade de cuidar de uma criança não limitará seus planos para o futuro. “Quero continuar estudando e, assim que meu filho estiver tomando ‘gogó’, já vou entrar na faculdade. Sempre gostei muito de estudar e não é agora que vou parar”, garante a jovem. Quanto ao exercício da maternidade, ela revela: “Preparada não estou, mas com o apoio da minha mãe, da minha sogra, cunhada, sei que vai dar tudo certo”. 

Este apoio da família, segundo a psicóloga Sandra Agrelli, é necessário para que a gestação ocorra até mesmo de forma saudável. “É importante que se trabalhe com a orientação e acompanhamento para que se evite esta situação, mas, caso a adolescente esteja grávida, é imprescindível que se apóie, que esteja junto para dar uma força”. 

Agrelli reforça que não se deve cair em generalizações quanto aos temores das adolescentes que descobrem-se gestantes. “Cada caso é um caso, mas, de acordo com minhas vivências, entre os maiores medos, está o receio de seguir adiante, a ansiedade, o pré-conceito da própria adolescente”, revela, problematizando a consequência maior: o aborto. “Hoje sabemos que o aborto, que é feito de forma clandestina, é um risco para a jovem, para o bebê, ou até mesmo para sua saúde posteriormente”, lembrou. 

‘Mudança de Status’

Sempre reforçando a importância de não generalizar em seus exemplos, Agrelli também menciona casos em que a adolescente engravida com o intuito de se beneficiar da situação. Entre os pontos observados pela psicóloga, está a percepção da jovem de que estará ‘mudando de status’ ao receber o título de ‘mãe’. “Muitas vezes, ela pensa que, ao engravidar, terá um maior respeito dos pais, porque terá uma responsabilidade, o que muitas vezes está ligado à visão de futuro que esta jovem tem”, atentou.

Esse pensamento é compartilhado pela professora Ruth Cizino, que, no segundo capítulo do livro ‘Gravidez na Adolescência’, confirma: “frente às condições de exclusão social em que algumas jovens estão inseridas, com baixa escolaridade ou grande defasagem escolar, aliada a poucas oportunidades de qualificação profissional, muitas mulheres não apresentam projetos de vida que possam ser alcançados além da reprodução, principalmente em relação ao mundo do trabalho.” Neste sentido, Agrelli lembra de eventos em que a jovem reproduz em troca de receber benefícios sociais ou, até mesmo, como uma ‘barriga de aluguel’. 

Já segundo Cizino, a resposta a esta situação é vista de forma diferente quando se trata de adolescentes de classe média à rica, porque possuem uma perspectiva mais sustentada de progredir em seus estudos e em seu ingresso no mercado de trabalho. “Atualmente o inicio da vida reprodutiva é retardada por muitas mulheres para oportunizar uma maior inserção no mundo público, para que assim as mesmas possam vir a ter uma melhor qualidade de vida. Alagoas, que tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do país, deve se preocupar com o que acontece com seus jovens, pois os mesmos serão a força de desenvolvimento deste Estado”, destacou. 

Evitando a gravidez precoce

Para combater este problema, a professora universitária enfatiza a necessidade de se investir em políticas públicas que, de fato, atuem levando-se em consideração as desigualdades. “Embora tenha existido uma transformação nas trajetórias conjugais, nos relacionamentos sexuais nem sempre estão claras as questões relativas à saúde reprodutiva, pois o direito ao livre exercício da sexualidade nem sempre vem acompanhado de uma educação sexual, o que poderia dar mais poder e segurança para o seu desenvolvimento”, atentou.

Ao assinalar a necessidade de que essas políticas públicas sejam, de fato, destinadas aos jovens, Agrelli alerta para a necessidade de trazer aos adolescentes valores que, por muitas vezes, segundo a psicóloga, são deixados de lado, em meio aos apelos constantes da sociedade e da mídia a uma erotização precoce dos adolescentes. “É necessário resgatar esses valores da família, da essência do ‘ser’ e da sexualidade, não como um momento de prazer, mas como sua consequência maior, que é a geração da vida”.

FONTE: WANESSA OLIVEIRA em GAZETA WEB

 

DIGA NÃO A EROTIZAÇÃO INFANTIL

 Elas estão nas ruas da periferia, e cada vez mais jovens

Maio 19, 2009 por Ana

Meninas de 11 ou 12 anos já se prostituem em Curitiba, atrás de bens de consumo ou uma pedra de crack        

Quanto vale uma calça jeans, um tênis novo ou algumas pedras de crack? R$ 10, R$ 20? E quanto vale o seu corpo? Também R$ 10 ou 20? Para algumas meninas, sim. É o preço cobrado por alguns minutos de sexo. E, pasmem, cada vez mais cedo. Crianças com 11, 12 anos, vendem o corpo por quantias irrisórias nas ruas de Curitiba. O motivo? Falta de diálogo em casa, vício pela droga, anseio por algum produto de consumo, situação econômica desfavorável, dinheiro aparentemente fácil e outras vezes algum aliciador, que pode ser alguém da própria família. 

Basta peregrinar por certas ruas de Curitiba ao cair da noite que grupos de meninas começam a aparecer. É uma questão de minutos para o primeiro candidato parar o carro. A menina se aproxima e, após dois ou três minutos de conversa, ela aceita a oferta, entra no carro e sai. Pouco tempo depois volta, com alguns trocados no bolso. E a rotina se repete, dia após dia. Essa cena foi flagrada pela reportagem do Jornal do Estado, no cair da noite de um dia da semana passada, numa rua do bairro Parolin, bem próxima à Avenida das Torres.

Não quer dizer que aquele local específico seja um ponto de prostituição infanto-juvenil. Não quer dizer que Curitiba seja um pólo dessa situação. O problema existe em todos os lugares e em todas as cidades. O problema anda atrelado à situação econômica. Quanto mais pobre a região, maior as chances de se deparar com uma cena destas, aqui, em qualquer lugar.

Por vezes, pais e mães sequer sabem que a filha, ainda criança, vende o corpo para ir atrás de alguma necessidade pessoal. O cenário é obscuro. De acordo com a coordenadora da Pastoral do Menor e do Projeto Vida Nova, Dóris Faria, o que leva essas meninas às ruas é, sem duvidas, a situação econômica, o dinheiro fácil. E a exploração sexual infanto-juvenil acontece dentro e fora de casa, dentro e fora das escolas. 

“O que falta é a estrutura familiar. Vivemos num mundo onde os pais trabalham, não tem tempo para diálogo com os filhos e mal sabem o que acontece em suas vidas. Essas crianças saem para as ruas, conhecem um mundo novo, fácil e diferente. Uma jovem, sem condições financeiras, que olha uma calça na vitrine e almeja aquele produto vai se prostituir para consegui-lo. Então, sai às ruas, vende o corpo por R$ 10 ou 20 e compra a calça. É fácil”, apontou Doris.

Droga — Uma pedra de crack pode custar entre R$ 1 e R$ 5 nas ruas de Curitiba. Uma latinha de cerveja pode sair por pouco mais de R$ 1 e um maço de cigarro não chega a R$ 5. Meninas se prostituem, também, por drogas, lícitas e ilícitas. E não falamos apenas daquelas meninas pertencentes às classes sociais menos favorecidas. “O viciado em droga está presente em todas as camadas sociais. E mesmo essas meninas com dinheiro, de classe média alta, se sujeitam à exploração sexual para conseguir a droga”, conta Dóris.

Pela vivência com essas crianças, ela acabou conhecendo bem os pontos de prostituição e a maneira como as meninas são aliciadas. Segundo Dóris, felizes são aquelas que conseguem “apenas” se manter no vício pelo álcool ou cocaína. Quando caem no crack, a situação é quase irreversível. A coordenadora cita alguns pontos na Capital onde o tráfico de drogas e a exploração sexual correm soltos. Nas Mercês, ela aponta para a existência de “muquifos” onde as jovens se escondem para consumir crack e, para pagar a droga, vendem o corpo. O Largo da Ordem é outro ponto onde crianças são encontradas aos montes. 

“Nunca se sabe quem é o chefe, mas ele sempre existe. É quem oferece as drogas. Esta menina, viciada, não tem dinheiro para comprar a droga. Então, ela se prostitui, repassa o dinheiro ao traficante que oferece a droga. Sempre tem alguém por trás comandando isso”, disse. Esta segunda-feira é marcada como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Exploração sexual dentro de casa

Pior ainda é quando a exploração sexual infanto-juvenil parte de dentro de casa. “Tem casos de meninos que oferecem a irmã porque eles são viciados em droga e precisam consumir. Ou tem alguma dívida. Ele vende a irmã, recebe a droga, a menina também e está tudo certo. Elas se sujeitam a isso o tempo todo. E são coisas que pai e mãe nem desconfiam”, apontou a coordenadora da Pastoral do Menor e do Projeto Vida Nova, Doris Faria. 

Ela explica que em algumas situações, os pais fecham os olhos para a realidade em que suas filhas estão inseridas. “Não digo que tem pais que obriguem meninas a fazerem isso, mas eles fecham os olhos. Porque de alguma maneira está entrando dinheiro em casa. Então, de repente, aquilo passa a ser um meio de sobrevivência, ou o único modo de colocar comida dentro de casa. Assim como ocorre com a droga. O dinheiro entra fácil e eles fingem que não está acontecendo nada”, disse. 

A situação é muito delicada. Requer tato para ser aceita pelos próprios familiares, que se negam a assumir que a exploração ocorre. “Porque se eles assumem isso, são os responsáveis e respondem pelo crime. Então não falam nada. Para equipes da pastoral conseguirem chegar até uma casa onde é constatada a ocorrência de exploração sexual e falar o que acontece é complicadíssimo. Os pais não aceitam que você chegue e fale que a filha está vendendo o corpo. Eles não acreditas e, como a responsabilidade é deles e envolve questões policiais e conselho tutelar, não admitem que alguém interfira no seu modo de educar”, explicou Doris.

Muquifos, bares e casas noturna -Pastoral afirma que donos destes estabelecimentos visam apenas o lucro

Além das ruas e “muquifos”, a coordenadora da Pastoral do Menor e do Projeto Vida Nova, Doris Faria, fala sobre casos de adolescentes entre 15 e 16 anos que são exploradas em bares e casas noturna. “Por vezes, elas fogem de casa e dizem para os pais que vão trabalhar e, na verdade, estão em um bar se prostituindo”, explicou. 

Os donos destes estabelecimentos só visam o lucro. Para eles, não interessa se a menina tem 15, 16 ou 20 anos. É um produto. “Os homens vão até esses locais, bebem, gastam no bar e depois, se quiserem, pagam pelo sexo uma quantia a parte. E o dono do bar quer ganhar. Para ele não interessa se a menina é menor ou não. Não interessa se ele pode ou não responder por crime. E o adulto bebendo, vê aquela menina bonitinha e nem se importa com a idade”, aponta Doris, indignada.

As estradas são outro ponto onde a prostituição infanto-juvenil se faz presente. Ainda que não seja tão ostensivo quanto nos estados do Nordeste. No Paraná ele está presente, geralmente, próximo a centros urbanos e em áreas periféricas, no sentido mais puro da palavra. São aqueles locais onde os bolsões de pobreza estão concentrados. As condições de miserabilidade são tamanhas que levam essas crianças à prática, ou ao menos facilitam o aliciamento. Quanto mais próximo da miserabilidade, mais comum.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) monitora todos os pontos onde ocorrem. Não se fala em números e dados concretos, mas tais pontos, segundo a PRF, não somam nem uma dezena no Paraná. Os pontos confirmados, e nos quais a PRF já interviu, são poucos. E, segundo a polícia, são monitorados constantemente. 

À beira da estrada existem duas áreas de risco. As casas de shows e os postos de abastecimento, onde existe uma grande aglomeração de caminhoneiros. “Não dizendo que estes caminhoneiros sejam os consumidores principais, mas sim que as adolescentes expostas a esta prática geralmente procuram estes locais de acúmulo de motoristas que passam o pernoite para tentar levantar algum dinheiro”, apontou o chefe de comunicação social da PRF no Paraná, Inspetor Fabiano Moreno.

Segundo a PRF, a média de idade de meninas que são exploradas sexualmente à beira das estradas está entre 15 e 16 anos. E, por trás, sempre existe a figura do aliciador ou do facilitador.

“Esses facilitadores muitas vezes são as prostitutas mais velhas, que fazem esta menor entrar no circuito. Neste caso, falamos de crianças que ficam à beira da estrada literalmente ou nos postos de abastecimento. Se falamos de casas de shows, então existe a figura do aliciador. E quando essas meninas são encontradas nestes estabelecimentos comerciais, os donos são imediatamente presos e levados à autoridade responsável”, apontou Moreno.

A rotatividade desta prática é muito alta. Ainda que poucos, os pontos existem. E, quando são combatidos em um determinado local, no dia seguinte aparecem em outro. “A partir do momento que a PRF extingue um ponto, esta prática pode migrar para outro. Existe tanto a reposição destas adolescentes quanto a migração de locais. Se tiramos uma jovem da prática, amanhã tem outra no lugar. É por conta disso que o combate tem de ser permanente”, explicou Moreno.  

FONTE: Flavia Gradowski Sampaio em BEM PARANÁ

DO SITE diganãoaerotizaçãoinfantil

 

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