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Remédio de Nordestino










Remédio de nordestino

No agreste ou no sertão,
No sítio ou na cidade,
Nordestino só padece
Se não usa a qualidade
Das ervas medicinais,
Pra remédios naturais
Sem gastos e com liberdade.

Não há mal que não se cure.
Remédio se tem pra tudo.
Desde o mais simples chá
Pra curar ou ser escudo.
Contra vírus e bactéria
As ervas tem a matéria
Donde sai o conteúdo.

Começo com o Aveloz
Que mata qualquer verruga.
O Boldo, planta sagrada,
Pinguço nenhum refuga.
Catuaba pra “brochice”
E pra acabar doidice
O Fucus se centrífuga.

A Graviola é gostosa
E não só nos alimenta,
Previne de muitos males
E, com o câncer ela arrebenta.
Hortelã à tosse acalma,
O Ipê a sarna espalma,
E o Jasmim que muito alenta.

Mulungu serve pro nervos
E bom regenerativo
Poejo expulsa os gases
Stevia é substitutivo,
Pois serve como adoçante
E Romã é estimulante
Pro o homem que tá furtivo.

Quebra pedra para os rins,
Contra febre o Sabugueiro,
Também tem o Alecrim,
Contra tifóide é certeiro.
Tem Carqueja, Capuchinha
Unha de gato, Salsinha
Gengibre e abacateiro.

A Goiaba o Alecrim,
Azedinha e quixabeira.
Tem a Espinheira Santa,
Que planta cicatrizeira
Capim Santo e o juá
Erva cidreira e ingá
Que é tudo erva certeira.

Ainda tem muito mais
Se eu contar passa de mil,
E não queiram duvidar
Quem usou usufruiu.
Mas, preste muita atenção,
Use com moderação,
Seja um chá, pasta ou refil.

Oliveira do Cordel
© Direitos Reservados
Publicado pelo autor no grupo do facebook: PLANETA POETA CULTURA NORDESTINA - FORRÓ PÉ-DE-SERRA E CORDÉIS.

02/08/2011



As lendas urbanas,as lendas da internet e as pulhas virtuais





Gevilacio Aguiar Coelho de Moura


Mais cedo ou mais tarde você vai deparar com algumas dessas historinhas que vagam pela Internet. Vez por outra uma delas "cai" em sua rede, ou melhor, em sua caixa de correio eletrônico.


Tais histórias são o formato ciberespacial das lendas urbanas. São relatos que, às vezes, trazem um viés (!) de verdade, um aspecto que as tornam plausíveis ou verossímeis e que chegam a perturbar um espírito mais crédulo de um bom samaritano virtual.


Como todas as lendas e narrativas do folclore, as lendas urbanas têm algumas características bem curiosas. Ninguém sabe ao certo como nem onde elas surgiram nem quem foram os personagens originais. Elas surgiram a partir de um fato cujos participantes são ignorados, ninguém mais se lembra quem foram.


As lendas urbanas lembram as histórias dos discos voadores. Sempre alguém conhece alguém, que conhece alguém cujo amigo teve um "avistamento"... Mas a tal pessoa do avistamento mora longe, ficou traumatizada e evita falar do assunto, já morreu... uma coisa dessas.


Um aspecto interessante de algumas lendas urbanas é a presença de um quê de humor, de alerta, de terror, de punição ou de algo que cativa uma alma mais caridosa.


Com a Internet, os rumores, boatos, lendas e assemelhados ganharam extraordinária força de reprodução. O que antes era divulgado boca-a-boca e através de cartas ou fax agora ganhou um veículo muito mais eficiente. Uma mentira, uma lenda, uma falsa notícia pode ser enviada ou reenviada a uma enorme quantidade de pessoas com uns poucos comandos ou com o pressionar de duas ou três teclas.


Uma lenda que antes demorava dias ou meses para alcançar dezenas, talvez centenas de pessoas agora pode alcançar milhares de pessoas quase que instantaneamente.


A lenda do filme em que Jesus e os apóstolos seriam apresentados como homossexuais circulou pela Europa através de cartas e fax por muitos anos até que a Internet apareceu para tornar a divulgação da mentira muito mais rápida. Essa lenda chegou ao Brasil e produziu alguns abaixo-assinados.


Welcome to the real world, you're HIV Positive, Vous venez d'être infecté par le VIH, "Bem vindo (sic) ao mundo da AIDS". Mensagens em outros idiomas circulam pela rede alertando para um acidente que jamais ocorreu: uma pessoa ser infectada por seringa contaminada num cinema, num teatro ou num metrô. Versões dessa lenda asseguram que o fato teria ocorrido em São Paulo, Montreal, Bombaim, Denver, Dallas e Escondido. (Escondido é uma cidade da Califórnia - EUA.)


Na era pré-Internet, as lendas, os rumores e os boatos circulavam boca-a-boca ou via correspondências. Disseminando-se de uma forma ou de outra, essas histórias tinham circulação um tanto restrita ou se espalhavam lentamente. Além disso, naquele tempo, como hoje em dia, correspondências se perdiam, ficavam guardadas em pastas esquecidas.


Os contadores de boatos esqueciam algum detalhe e os recontavam à sua maneira acrescentando um ou dois pontos.


A função de esquecimento está presente nos seres humanos, pois afinal de contas, não se pode guardar todas as ocorrências do dia-a-dia na memória. Já a Internet tem a mesma virtude atribuída aos elefantes: uma excelente memória. Eles não esquecem jamais.


Na Internet, nada se perde, tudo se arquiva.


A Internet tem uma memória permanente pelo menos no que diz respeito às mensagens postadas em listas de discussão. As mensagens enviadas ficam arquivadas enquanto a lista existir. Há listas, criadas ainda na década de oitenta, que se mantêm vivas e com os seus arquivos atualizados.


Além disso, há pessoas que possuem o hábito de manter um arquivo com todas as mensagens recebidas e enviadas. Enchem discos rígidos ou CD-ROM e os guardam da mesma forma como havia pessoas, e certamente ainda há, com mania de guardar todo o papel que lhe passa pela frente.


Somadas as duas coisas, os arquivos das listas de discussão (e suas cópias de segurança) e mais os arquivos pessoais não seria difícil acreditar que tudo o que circulou pela Internet desde o seu nascimento até os dias de hoje ainda poderia ser recuperado. Inclusive todas as versões das lendas, dos boatos, dos rumores.


O que antes era recontado segundo a percepção ou a preferência do contador da história, agora pode ser passado adiante, pode ser encaminhado na sua versão original.


Virtude ou defeito? Nem uma coisa nem outra. É, apenas, uma característica.


O que se vê é a mesma história ressurgir de tempos em tempos. Uma nova leva de recém-chegados à Internet "descobre" uma dessas histórias e logo cuida ressuscitá-la, não como uma nova versão "revista e atualizada" mas com o mesmo e antigo formato






SOMOS ÚNICOS NO MUNDO

SOMOS ÚNICOS NO MUNDO
 
Merlânio Maia,no livro ALTERIDADE-a diferença que soma
(Onde fala sobre Arte e Alteridade no capítulo 07).


Nós somos tão diferentes No formato corporal, Na impressão digital, Primeiro sem ter segundo!... A nossa pele é diversa Nossa íris de outra cor Até na forma de amor Somos únicos no mundo! Nem mesmo na própria raça Há dois seres semelhantes Há diferenças gritantes E um abismo tão profundo Que sequer gêmeos escapam Nem mesmo univitelinos São esses toques divinos Somos únicos no mundo! Até sobre um mesmo assunto Temos visões diferentes Opiniões pertinentes De grande teor facundo Cada um com seus recursos Cada qual com seus pendores Seus gostos e seus amores Somos únicos no mundo! E é preciso que assim seja Intenção,desejo,crença, Atitudes,diferença... De ineditismo fecundo Fazendo um viver completo Construindo a consciência Com a força da inteligência Somos únicos no mundo! Diferente na aparência Diferente em posição Diferente em vibração Das mãos de Deus oriundo Diferença que enriquece E produz fraternidade Nascida da Alteridade Somos únicos no mundo! Por isso é tão importante O outro ser bem aceito Com seus gostos, com seu jeito, E entendê-lo mais a fundo Aprender suas grandezas Sua visão de verdade.
Pois isto é ALTERIDADE Somos únicos no mundo!

AZUL

AZUL

PERNAMBUCO

PERNAMBUCO
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