
A Revista Época (nº 601 de 23/11/2209),nos brindou com uma lição de amor,de vida e de compromisso com as responsabilidades assumidas.É a história de Odele e sua filha Flávia em coma desde os 10 anos de idade quando foi puxada pelos cabelos pela bomba de sucção através do ralo.Não vou relatar a história e a luta da mãe pela filha,mas lhes trago uma história similar,de criança em coma,nascida no Rio de Janeiro , que nos foi narrada pela palestrante Ana Jayci Guimarães também do Rio,que responde as dúvidas de Dona Odele e espero que lhe sirva de conforto,bem como à outras pessoas com Histórias parecidas e que como ela acreditam.
Um espírito que retornou aos braços da sua mãe com um corpo deficitário. Aos dois meses o médico constatou o retardamento geral de toda organização física e mental da criança.Afirmou aos pais que aquela menina não teria nenhuma vinculação com o mundo exterior:cega,surda,muda,paralisada,teria uma vida,disse o médico,unicamente vegetativa,porque ela não terá nenhuma compreensão de nada,não terá visão de nada.A mãe tomou um choque,era sua primeira filha;ficou profundamente triste,mas,como espírita ela se voltou para o marido e apesar das lágrimas conseguiu sorrir e dizer:Não tem importância,se a nossa filha não tem olhos para ver,nem ouvidos para ouvir,nem boca para falar,as suas pernas não lhe servirão para andar,nem os braços para se movimentar ou segurar alguma coisa,não tem importância,os meus braços,os meus ouvidos,as minhas pernas,a minha boca,os meus olhos,abrirão para ela o mundo que a rodeia e nós viveremos então juntas a sua vida;e assim ela fez.Realmente foi uma mãe dedicadíssima;tratava aquela criança como se ela pudesse de fato registrar aquilo que se fazia ao seu redor.Conversava com a filha com uma ternura que era um verdadeiro poema.Visitávamos a menina(diz Ana) para transmitir o passe,mas,mais mesmo para sentirmos o carinho daquela mãe;a grandeza daquela mulher que ali se encontrava.A menina viveu pouco menos que 15 anos;quando faltava alguns dias para completar houve o desencarne;e foi uma dor muito grande para aquela mãe a separação da filha;então ela dizia:Muitos falavam para mim que era como se ela não existisse,mas para mim ela sempre existiu;foi uma parte da nossa família e sempre participou de tudo;quando no natal,os aniversários,as festas,dia do pai,dia da mãe,minha filha participava e eu sentia dentro de mim que ela estava participando.As vezes o meu marido dizia:Ora meu bem,não vê então que ela não registra nada...Mas eu olhava para minha filha e sentia dentro de mim que ela estava registrando todo clima que havia dentro de casa.Esta mãe , depois de algum tempo foi visitar Chico Xavier,e recebeu dele uma carta que é um verdadeiro poema escrito pela sua filha e nós vamos retratar mais ou menos assim:MAMÃE,um dia na noite escura da minha existência,um sol lindo começou a brilhar.Esse sol era você mamãe.Quando ouvi pela 1ª vez a sua voz,não registrei com os ouvidos materiais que estavam mortos,eu registrei com a minha alma,era o meu coração que escutava mamãe,e foi o som mais bonito que alguém já pode ouvir na face da terra.;sua voz falava mais ou menos assim:MINHA ADORADA FILHINHA,meu amor,coisa rica da minha vida,encanto da minha existência.Ah!Mamãe, naquele momento eu comecei a visualizar o meu corpo,e era tão bonito mamãe,tão perfeito, as minhas pernas,os meus braços,o meu corpo,meu rosto,os meus cabelos que eram retratados pelo som da sua voz e para mim era a coisa mais linda da face da terra e comecei a viver mamãe através da sua voz;e eu via a primavera chegar quando pela manhã abrias a janela do meu quarto e começavas a contar como estava linda a natureza lá fora.Ah!mamãe, eu me levantava da minha cama e começava a passear pelos jardins,eu segurava as pétalas macias das rosas que eram descritas tão bem pelo seu carinho;eu enxergava as cores mamãe e comecei a ter predileção pela cor vermelha,e você falava de tantas coisas bonitas;e eu via o céu,os pássaros,os colibris voando.Mamãe como era lindo o meu jardim.Sabe mamãe,quando falavas do meu quarto eu começava vendo as paredes pintadas de azul,as cortinas que você trocava quinzenalmente,sempre me contando qual era o colorido da mesma e eu começava a imaginaras flores da cortina e eu ficava imaginando como ficaria linda minha janela com as cortinas que o seu carinho colocava;Quando trocavas o lençol da minha cama e dizias:FILHINHA,hoje é o lençol cor de rosa... E eu ficava imaginando a cor rosa mamãe, a cor mais bonita; no outro dia era a cor azul,no outro vermelho;mamãe,como enfeitava a minha cama e como eu vivia cada momento quando meu corpo tombava sobre o lençol macio e perfumado.Ah,mamãe quando entravas também dizendo:As flores de hoje são flores do campo,e eu ficava imaginando o campo e ficava vendo as flores;elas ficavam colocadas em um vaso num cantinho do meu quarto e eu aspirava mamãe o perfume daquelas flores do campo;quando chegavas dizendo:São Palmas de Santa Rita!!E eu ficava imaginando até a Santa Rita mamãe; e então a tua voz ia tecendo na minha alma um mundo estrelado, um mundo colorido. Quando completei 10 anos mamãe e me disseste: Estás ficando uma mocinha!!Eu me imaginei uma mocinha mamãe, caminhando pelas ruas, indo para a escola, conversando com papai ou brincando com minhas irmãs; e quando começaste a falar dos meus quinze anos mamãe, foi tão lindo!Foi tão rico mamãe!Quando dizias que o meu vestido era um vestido de fada, era um vestido de princesa, eu comecei a me ver uma princesa dentro do vestido que me fazias; os babados, as rendas, os bordados que as suas mãos de fada começara a imprimir nos tecidos macios que iriam me enfeitar o corpo; o corpo morto, o corpo esquecido, mas que estava tão vivo através da sua voz. Ah!Mamãe, eu me sentia uma princesa neste mundo gentil que tecias em torno de mim. Não pude vestir o vestido dos quinze anos!Perdoa mamãe, mas, guarde no seu coração uma certeza: Eu fui a criança mais feliz que já aportou neste planeta; e se eu pudesse pedir a Deus,espírito imperfeito que sou,eu pediria:DEUS,PAI,dê a todas as crianças da terra,uma mãe como aquela que me deste.Dê por favor Deus ,para os meninos de rua,para os dos lares,para os sadios,e para os meninos doentes;dê para os meninos perfeitos e para os deficientes como eu,uma mãe como essa que eu sei que não mereço,porque eu sei se merecesse não voltaria num corpo assim tão deficitário,mas Pai,eu não merecia ,mas tive esse tesouro e agora o tesouro que eu deixei na terra,eu ofereço à todas as crianças do mundo.Mãezinha,esse amor lindo e bom que você me deu,divida agora com as outras crianças.Eu deixo mamãe!Não terei ciúmes, porque eu já pedi ao Pai do Céu e ele vai conceder. QUANDO EU PUDER RETORNAR,VOU RETORNAR AOS SEUS BRAÇOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Comparo-a, Sra. Adele, com esta mãe e lhe desejo muita saúde e paz para continuar em sua brava e linda luta pela vida da sua filha que não é apenas um corpo,mas um espírito imortal .O corpo é apenas aquele que nos guarda.Passarei no blog para avisá-la da postagem.Visitem-na e confortem-na!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
http://flaviaviavivendoemcoma.blogspot.com