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SE EU MORRER PRIMEIRO DO QUE VOCÊ

SE EU MORRER PRIMEIRO DO QUE VOCÊ

homenagem às mães - Fátima Irene Pinto -

Se eu me for primeiro do que você, não se esqueça de orar por mim alegremente. Não me visite na minha tumba porque eu não estarei lá. Se eu me for primeiro do que você e bater saudade, procure-me nas estrelas, nas pétalas de flores, no primeiro raio matutino e também no último. Se sentir saudade de mim, veja-me borbulhando na água de uma nascente, ouça-me numa sinfonia de Mozart, numa valsa de Strauss ou em qualquer retreta, destas que ainda tocam nas praças. Se eu me for primeiro do que você, converse comigo como antes. Conte-me as suas alegrias, as suas mancadas, as suas piadas, as suas tristezas, reclinado no tronco de um jequitibá ou de qualquer outra árvore de copa ampla e bem verdinha, destas que dão sombra e ficam cheias de passarinhos. Mas é certo que você também me encontrará nos flocos de nuvens, nos arco-íris e em especial, naquela gotinha espelhada e solitária pendente numa folha de arruda. Se ouvir um solo de violão bem tocado, pense em mim. Se ouvir apitos de trem, pense em mim. Se estiver dançando livre e leve em compasso ritmado como se o seu corpo e o rítmo fôssem uma espécie de oração, pense em mim. Se eu me for primeiro do que você, encontre-me numa sala de aula porque eu jamais desistirei de aprender e de ouvir os ensinamentos de muitos mestres e mestras. Estarei também numa noite de luar, mas não em qualquer luar. Tem que ser um luar do sertão. Pense em mim quando chegar dezembro e começarem as primeiras canções natalinas, quando estiver montando a árvore e colocando os presentes sob ela, quando os fogos coloridos espocarem no céu à meia noite. Também estarei na brisa leve que acaricia seu rosto e por que não, naquela rajada mais forte que chacoalha o arvoredo antes da chuva, no perfume da chuva quando se mistura com a terra e na doce canção que acontece quando ela desliza mansinha pelo telhado. E se você for primeiro do que eu, saiba que não chorarei no seu túmulo. Orarei por você do meu jeito, farei muitos poemas pensando em você, rirei de todas aquelas coisas que o faziam rir, falarei para você que estou com saudade e verei a sua "onipresença" em todas as coisas onde você costumava colocar a sua Alma porque certamente é lá que você estará! Jamais estaremos separados. Ainda que você esteja momentaneamente invisível aos meus olhos humanos, estará mais vivo e mais presente do que nunca em tudo aquilo que aqui na terra você amou, e na Eternidade, onde me esperará e me receberá com alegria quando eu puder ir ao seu encontro. Fátima Irene Pinto - 22.07.2007

Descalvado - SP

FOTO:EU E MINHA MÃE EM TAMNDARÉ(PRAIA NO LITORAL SUL EM Pe)

PENSAMENTO PARA O DIA 02/05/2009

PENSAMENTO PARA O DIA – 02/05/2009

O principal dever do homem é fazer uso correto do tempo através da vestimenta corporal dada a ele. Neste mundo de fenômenos, o homem está ligado às ações. Embora o Divino seja todo-penetrante, o homem não reconhece isso. Ele é incapaz de ver a luz em seu interior. A Realidade que você busca em todos os lugares, no mundo externo, está dentro de você. O homem hoje olha somente para o mundo externo; essa é uma qualidade animal. Olhar para o interior é a marca do verdadeiro ser humano. Obcecado com o externo e ignorando sua visão interna, o homem perdeu seu poder de discernimento.

SATHYA SAI BABA

ANIMAIS E SOFRIMENTO

ANIMAIS E SOFRIMENTO Se os animais estão isentos da lei de causa e efeito,em suas motivações profundas,já que não tem culpa a expiar,de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições? Assunto aparentemente relacionado com injustiça,mas a lógica nos deve orientar os passos na solução do problema. Imperioso interpretar a dor por mais altos padrões de entendimento. Ninguém sofre de um modo ou de outro,tão somente para resgatar o preço de alguma coisa.Sofre-se também angariando os recursos para obtê-la. Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se,tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se. Que mal terá praticado aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos da escola?E acaso conseguirá ele diplomar-se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina? Espírito algum obtém elevação ou cultura por osmose,mas sim através de trabalho paciente e intransferível. O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio. Compreendamos desse modo,que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso. Todo ser criado simples e ignorante é compelido a lutar pela conquista da razão,e atingindo a razão,entre os homens,é compelido igualmente a lutar a fim de burilar-se devidamente. O animal se esforça para obter as próprias percepções e estabelecê-las O homem se esforça avançando da inteligência para a sublimação. Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos da evolução. Dor física acrescida de dor moral no homem,é fixação de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior. Certifiquemo-nos, porém,de que toda criatura caminha para o reino da angelitude,e que,investindo-se na posição de espírito sublime,não mais conhece a dor,porquanto o amor ser-lhe-á sol no coração dissipando todas as sombras da vida ao toque de sua própria luz. EMMANUEL (Lição 21 do livro AULAS DA VIDA –Chico Xavier/Emmanuel-Edit.Ideal) Foto:Nosso saudoso e querido WOOLF!!!!!!!!!!!!!!!!!

FLORESTAS CORREM RISCOS...

Florestas correm risco de parar de 'filtrar' carbono, diz estudo

Mark Kinver

Da BBC News

Desmatamento responde por 20% das emissões provocadas pelo homem

O papel das florestas de atuar como filtros gigantes de carbono está sob o risco de "ser totalmente perdido", segundo um relatório compilado por alguns dos maiores cientistas florestais do mundo.

O documento compilado por 35 profissionais da União Internacional das Organizações de Pesquisas Florestais (IUFRO, na sigla em inglês) afirma que as florestas estão sob um crescente estresse como resultado das mudanças climáticas.

Ainda segundo o relatório, as florestas podem começar a liberar uma enorme quantidade de carbono na atmosfera se as temperaturas do planeta subirem 2,5ºC acima dos chamados níveis pré-industriais.

As descobertas serão apresentadas no Fórum da ONU sobre Florestas, que começa nesta segunda-feira, em Nova York, e estão sendo descritas como sendo a primeira avaliação mundial da capacidade das florestas se adaptarem às mudanças climáticas.

Seca e pobreza

"Normalmente, pensamos nas florestas como 'freios' do aquecimento global", disse à BBC Risto Seppala, do Instituto de Pesquisa Florestal da Finlândia e presidente do painel de especialistas.

"Mas nas próximas décadas, os danos provocados pelas mudanças climáticas podem fazer com que as florestas comecem a liberar uma enorme quantidade de carbono, criando uma situação em que elas contribuirão mais para o aceleramento do aquecimento do que ajudarão a reduzi-lo."

Os cientistas esperam que o relatório ajude a informar os profissionais envolvidos nas negociações sobre as políticas ambientais.

O documento destaca ainda outros fatos novos, como a projeção de que as secas devem se tornar mais intensas e frequentes nas florestas subtropicais e temperadas do sul, e de que as plantações comerciais de madeira podem se tornar inviáveis em algumas áreas.

O relatório diz também que as mudanças climáticas podem "aprofundar a pobreza, deteriorar a saúde pública e aumentar os conflitos sociais" entre as comunidades da África que dependem das florestas.

Andreas Fischlin, do Instituto Federakl Suíço de Tecnologia, e co-autor do estudo, ressalta, no entanto, que mesmo que se implemente todas as medidas necessárias, as mudanças climáticas podem ainda neste século exceder a capacidade adaptativa de muitas florestas".

"A única maneira de assegurar que as florestas não sofram danos sem precedentes é conseguir fazer uma enorme redução nas emissões dos gases de efeito estufa", concluiu.

18-04-2009

Foto:Serra Verde Express - Passeio de trem através da Floresta Atlântica-Curitiba

PENSAMENTO PARA O DIA 01/05/2009

PENSAMENTO PARA O DIA – 01/05/2009 Pondere sobre todas as coisas pelas quais você se lamentou até hoje. Você descobrirá que almejou somente coisas insignificantes, distinções momentâneas e fama passageira. Em vez disso, você deveria clamar somente por Deus, para sua própria purificação e evolução. Você deveria se lamentar pelas seis serpentes que se abrigaram em sua mente, envenenando-a com seus venenos: luxúria, raiva, cobiça, apego, orgulho e maldade. Aquiete-as como o encantador de serpentes faz com sua flauta de encantamento. A música que pode domesticá-las é o Nome de Deus. Depois disso, elas se tornam brinquedos e você pode controlá-las como quiser. Quando elas forem acalmadas, você obterá equanimidade e permanecerá sem ser afetado por honra ou desonra, ganho ou perda, alegria ou dor. SATHYA SAI BABA Foto:Palácio de Cristal no Jardim Botânico em Curitiba-Pa.

EM TRILHA DE PACA,TATU CAMINHA DENTRO?

EM TRILHA DE PACA, TATU CAMINHA DENTRO ? (ARNALDO JABOR) Hoje não tem estilo, não tem capricho, não tem figuras de retórica; nada de metáforas, metonímias, catacreses ou aliterações chiques como: “Rara, rubra, risonha, régia rosa!” ou “Na messe, que enlourece, estremece a quermesse”. Hoje vai tudo em bruto, em rascunho, porque descobri na internet que sou uma besta quadrada mesmo (dirão meus inimigos: “Finalmente, ele se encontrou...”). Eu tenho traçado mal traçadas linhas há 13 anos (gente... eu escrevo em jornal desde 1991!...) numa média de 60 artigos por ano, o que totalizaria 780 artigos caprichados, e descubro aterrado na internet que sou um animal, um forte asno. Explico por quê. Ando pela rua e as pessoas me abordam: “Adorei o seu artigo que está circulando na internet! Maior sucesso!” Pergunto, já com medo: “Que artigo?” “Esse texto genial que você escreveu e que todo mundo me mandou. Chama-se ‘Bunda Dura’”. Imediatamente, sinto-me irreal: “Eu sou eu, ou sou outro?” Por um instante, penso que tenham renomeado algo que escrevi, mas respondo: “Não fui eu quem escreveu esse texto!” Digo isso envergonhado e vagamente agressivo para a pessoa, que logo replica: “Puxa!... mas o texto é otimo, adorei o ‘Bunda Dura’!” Aí, não agüento e digo: “Você acha que eu ia escrever uma bosta dessas?” Aí, o admirador do texto apócrifo, o fã de um Jabor virtual se encolhe meio ofendido, flagrado em sua desinformação: “Mas... tem coisas legais...” E eu, implacável: “É uma bosta!” Aí, o sujeito sai sorrindo amarelo e vira meu inimigo para sempre. Vejam o efeito da burrice “serial”: um burro me falsifica, um outro gosta e quem paga o pato sou eu. E fico mais invocado ainda porque capricho muito quando escrevo nos jornais, vocês nem imaginam. Considero o jornal um suporte genial, pois somos lidos por milhares toda semana e podemos falar do mundo ainda quente, sem a busca por transcendências perdidas, tanto assim que, se eu fizer um romance ou um poema épico em 11 cantos, tentarei escrever com a simplicidade leve que busco em meus pobres artigos. Mas o que realmente me encafifa é ver um clandestino simulando o que eu tenho de pior e também porque sou amado pelo que não sou. Esse texto da “Bunda dura” está famoso. Toda hora alguém me elogia. Há trechos assim: “Tenho horror à mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manha, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece propaganda de clareamento dentário? E, só pra piorar: tem a bunda dura!!! Mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes!” Aí, a admiradora de bunda caída repete, feliz: “Adorei!”. A primeira vez que saiu um troço desses (vou escrever de qualquer jeito...) eu encuquei, fiquei na maior bronca e esculachei o carinha que “me tinha metido nessa canastrice” (sacaram os cacófatos?), pois o dito texto esculhambava a linda amiga Adriane Galisteu. Companheiro leitor, (serei chulo) tu num sabe o bode que essa parada deu, por causa que o elemento apocrifador era um coleguinha jornalista que publicara aquilo num outro jornal, que eu não sabia. Caí de pau no cara e isso me meteu num “cu-de-boi” chato pra cacete e tive de escrever outro artigo para me explicar para a Adriane. Outros textículos rolam na internet. Chega a menina sorrindo pra mim: “Rapaz... finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres na internet! Mandei isso pra mil amigas, principalmente naquela parte que você diz: ”Elas são tão cheirosinhas... elas fazem biquinho e deitam no teu ombro...“ ”Não escrevi isso...“, respondo. ”Não seja modesto! É a melhor coisa que já fez!... Olha só essa parte em que você diz: “Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!”... Eu jamais escreveria “cós acaba!”. “Nem vem... é teu melhor texto...” — e vai embora rebolando feliz... E não publicam só textos safadinhos, mas até coisas épicas, como uma esplendorosa “Ode aos gaúchos” que eu teria escrito, o que já me valeu abraços apertados de machos bigodudos em Porto Alegre, quebrando-me os ossos: “Ché, tua escritura estava macanuda, trilegal!” Eu nego ter escrito aquele ditirambo meio farroupilha aos bigodudos, mas nego num tom vago, para não ser esculachado: “Tu não escreveste? Então tu não amas nossas prendas lindas, e negas ter escrito aquele pedaço em que tu dizes ‘que a gente já nasce montado num bagual’? Aquilo fez meu pai chorar, e o pedaço em que falas que ‘por baixo do poncho também bate um coração’? Tu tá tirando o cu da reta, ché?” — e me aponta o dedo, de bombachas e faca de prata. “Não fui eu, não, mas... viva o Olívio Dutra!...” E há mais. Um deles é sobre “Amores mal resolvidos” onde acho frases profundas como “Você sabe, o amor acaba.” Ou “dor-de-cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote”... E há um outro chamado “Crônica do amor louco”, onde leio “pálido de espanto”: “O amor não é chegado em fazer contas...” ou “quando a mão dele toca tua nuca, tu derretes feito manteiga” ou “Ah... o amor, essa raposa...” Sei que outros escritos fantasmas virão, mas saibam que só existo mesmo nas páginas dos jornais onde tenho coluna pelo país afora e que a internet é um deserto virtual, sem chão, onde as individualidades se dissolvem e eu viro um nome sem corpo... Por isso, vou dar um conselho aos meus ghost-writers : Sejam vocês mesmos! Apareçam na internet, bloguem-se , orkutem-se , spamem suas almas líricas, sem receio ou pudor. Lembrando-me daquele japonês chamado Aki Sujiro, eu aqui sugiro alguns teminhas, para vocês glosarem. Aqui vão: “Tudo sobre minha mãe”, como no filme do Almodóvar, ou “Confissões de um menino no porão ou o dia em que dei num troca-troca”, ou até um texto de cunho mais folclórico e regional: “Em trilha de paca, tatu caminha dentro?” Não temam, rapazes, não se escondam — expressem

AZUL

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