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PARA NOSSA REFLEXÃO

A CIÊNCIA E A RELIGIÃO SÃO AS DUAS ALAVANCAS

DA INTELIGÊNCIA HUMANA.

KARDEC

A CIÊNCIA SEM A RELIGIÃO É COXA,

DA MESMA FORMA QUE A RELIGIÃO SEM A CIÊNCIA É CEGA.

EINSTEIN

A MAIOR CONQUISTA DO HOMEM AINDA NÃO É INTERPLANETÁRIA,

MAS A VITÓRIA SOBRE SI MESMO,

AO VENCER SUAS PAIXÕES, VÍCIOS E ORGULHO,

QUE DEMORAM A ALMA NA VESTIMENTA HUMANA.

RAMATÍS

PENSAMENTO PARA O DIA 12/05/2009

PENSAMENTO DE SATHYA SAY BABA

A moralidade não significa a observância de certas regras no mundo cotidiano. A moralidade significa a adesão ao caminho correto e sagrado da retidão. A honra da comunidade repousa sobre a moralidade. Sem moral, uma comunidade decai. A personalidade humana pode encontrar sua melhor expressão somente em um indivíduo moralmente forte. O termo "personalidade" só pode ser aplicado a quem manifesta, através de sua conduta, a Divindade não-manifesta, escondida dentro de si mesmo. A mera forma humana não faz da pessoa uma personalidade humana. É o comportamento que importa. Somente aqueles que levam vidas bem reguladas e manifestam sua verdadeira natureza Divina podem ser considerados verdadeiros seres humanos.

FOTO:Cristo de Luz em Balneário Camboriú.

SATHYA SAI BABA

SEJA FELIZ...A QUALQUER PREÇO!

seja feliz ...a qualquer preço!

Fátima Irene Pinto

Nunca as editoras e os escritores dos livros de autoajuda faturaram tanto.

Uma verdadeira e requintada indústria que envolve, além de livros, os mais bizarros tratamentos, as mais tolas teorias sem nenhuma fundamentação, as seitas mais disparatadas, as crenças mais inverossímeis, as práticas mais estranhas.

As pessoas, no desespero, embarcam!

As mensagens de pregação da felicidade a qualquer preço chegam aos borbotões no meu correio e sinto-me novamente derrotada pelo excesso, sinto-me derrotada pela falta de bom senso e pela visão míope e distorcida dos que negam o sofrimento ou supõem que dele possam se esquivar.

Se Fernando Pessoa estivesse vivo, por certo ele experimentaria um desencanto ao ver o seu "Poema em Linha Reta" esquecido num canto, levando a sentença de poema mórbido.

Eu mesma já escrevi e escrevo mensagens no gênero (quando minha alma realmente sente e acredita no que escreve), mas nunca neguei a importância da dor em nossas vidas e, se tenho várias mensagens e crônicas de vivências positivas, tenho também os meus relatos de sofrimento e enxovalhos.

Estes relatos sinceros quase sempre em forma de poemas, muitas vezes me deram a alcunha de escritora triste ou amarga, pelo simples fato de ter a coragem de assumir que, se tenho um lado feito de luz, fé e esperança, também tenho um lado que sofre como qualquer mortal.

Já conheci o medo, o pânico, a depressão, a carência, o caos. Já fiquei na corda bamba por vezes incontáveis, já vivi situações limite, já dei de cara com problemas sem solução ou de difícil integração.

Em resumo já cantei " a canoa virou" a perder de vista.

Mas, afinal, quem de nós já não cantou?

Novamente me lembro do F.Pessoa, quando ele diz:

"Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?"

Quando partilho uma prece ou mensagem de encorajamento, ela roda, roda, roda. As estatísticas do site disparam e ela é repassada, recomendada e sai pelos quatro cantos da Net.

Quando me ponho a escrever das minhas (ou das alheias) dores, baixa a audiência.

Feliz de mim que não ganho um tostão para manter a audiência e por isto me permito ser somente aquilo que sou e escrever apenas aquilo que sinto.

Canto, em prosa e verso, as alegrias e as tragédias, os amores e saudades, as vitórias e as derrotas.

Eu canto a luz com paixão, mas também falo das trevas e dos vales sombrios porque ambos estão em mim, assim como estão em você que está lendo esta crônica.

Sem fazer apologia da dor, ela nos visita, sim, e não vai embora enquanto não tiver cumprido a sua função.

Não adianta fugir, não adianta apelar, não adianta viajar, não adianta consultar profissionais destas estranhas terapias que crescem e aparecem a cada dia, nem ler incontáveis livros de autoajuda. Você foge dela aqui, mas ela o aguarda na próxima esquina.

Quando chega a hora da depuração há que se sofrer com categoria, com dignidade, com autenticidade, em atitude de reflexão e recolhimento no nosso foro íntimo.

Há que se tentar entender o que esta dor está querendo nos dizer.

Se é algo impactante e caótico, há que se aguardar que o tempo passe e nos mostre logo adiante, as grandes melhorias ocorridas, as grandes limpezas de lixos que nos emperravam e nem percebíamos ... ou o belo jardim que nasceu após a dolorosa poda do destino ... ou o quanto crescemos e exercitamos certas qualidades que sequer sabíamos ter.

Tem que deixar doer, doer tudo. Tem que chorar tudo, tem que drenar o abcesso e deixar vazar toda a impureza.

Esta é uma hora de entrega, flexibilidade e humildade perante os desígnios sempre certos de Deus, embora aparentemente incompreensíveis aos nossos olhos.

As marés têm fluxos e refluxos.

A dor não é, nem nunca foi, uma inimiga.

Ela só se torna inimiga quando a negamos ou quando nos recusamos a ouvir o seu recado que é apenas um:

- Você tem andado na contramão da vida. É tempo de mudar de rota.

MAIS PRESENTE DO QUE NUNCA

MAIS PRESENTE DO QUE NUNCA

Fátima Irene Pinto Quase 2 meses sem você, Mãe!

Vejo-me de repente vestindo o avental que era seu, tentando fazer-lhe as vezes na rotina doméstica... mas como sou desastrada! Estou ficando tão parecida com você, Mãe! Percebo que o barulho do chinelo que hoje ecoa pela casa é igual ao seu, embora seja eu a andar de lá para cá. Meus filhos quando me vêem assim tão maternal, nada comentam, mas sinto em seus olhares uma doce aprovação. É bem verdade que também se impacientam quando meus ouvidos falham e eu demoro a ouvir o que eles dizem... e ficam bravos quando eu me perco toda nestes complicados aparelhos de última geração: até para assistir um DVD eu preciso chamá-los pois o "remoto controle" (mental) já não entende os "controles remotos" dos sofisticados aparelhos de hoje... acho que estou ficando velha, Mãe! Mas por que há tanta doçura e tanta fé no meu coração? Por que o tempo dedicado às preces diárias tornou-se o meu horário nobre e mais feliz? De onde está vindo esta paciência e esta brandura que me faltavam? Tenho mudado muito, Mãe! Não obstante, tenho ainda aqueles defeitos, carências e questionamentos e sobretudo aqueles ideais que você conhecia tão bem! Quando a saudade aperta muito, eu abro o seu guarda-roupa e abraço o seu vestido verde de festa. Não a sinto longe, não a sinto morta. Na verdade sinto-a por perto, mesmo que não possa vê-la... acho que você deixou tudo aqui impregnado da sua vibração radiante e otimista. Sabe, continuo arredia (ao contrário de você que fazia amizades onde quer que fôsse) mas não sei se se pode mudar um velho e arraigado traço de misantropia. Engraçado... eu tinha tanto medo de perdê-la e no entanto percebo agora que não a perdi: eu a ganhei de forma sumamente mais plena, na medida em que vou assimilando um pouquinho das suas mais delicadas virtudes. Espero que possa estar recebendo estas linhas. Espero ainda que esteja gostando das flores que diariamente eu tenho colocado no seu pequeno altar. Receba todo o amor de sua filha! Descalvado - SP Março/2005

AZUL

AZUL

PERNAMBUCO

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