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"Nós fazemos um trabalho tão pobre de educar as crianças sobre sexo..."

O pediatra E.U. Retrato Media Decry de Sexo
Eles pedem uma programação mais responsável, e perguntar aos médicos e pais a desempenhar um papel mais envolvidos
Ao repórter Amanda GardnerHealthDay



Terca-feira 31 agosto (HealthDay News) - grupo que lidera a nação de pediatras emitiu uma declaração política forte voltada para o pediatra, os pais e os meios de comunicação sobre o perigo das mensagens de adolescentes norte-americanos e as crianças estão recebendo sobre sexo através da televisão, da Internet e outros meios de comunicação.
A afirmação, sexualidade, contracepção, e os Media, foi publicado online agosto 30 e na edição impressa de setembro da revista Pediatrics.
"A mídia representa indiscutivelmente o principal educador do sexo na América de hoje", disse o Dr. Victor Strasburger, o principal autor do trabalho. "Nós fazemos um trabalho tão pobre de educar as crianças sobre sexo nas aulas de educação sexual em meio escolar, e os pais são notoriamente tímido em falar aos miúdos sobre o sexo. A mídia pega a folga".
Setenta por cento dos shows teen conter conteúdo sexual, Strasburger acrescentou, "e menos de 10 por cento desse conteúdo implica que alguém iria classificar como sendo conteúdo responsável. Não há nenhuma menção de contrair uma [DST sexualmente transmissíveis], doença ou a necessidade de esperar para ter sexo até mais tarde. "
Os Estados Unidos lideram o mundo ocidental nas taxas de gravidez na adolescência e os adolescentes americanos têm uma taxa alarmante de doenças sexualmente transmissíveis - uma em cada quatro crianças.
Entretanto, as crianças E.U. gastar sete horas e mais um dia com vários tipos de mídia, muitas vezes, sexualmente explícito, incluindo música, filmes, programas de televisão, revistas e Internet.
"A pesquisa nos mostra que o papel do sexo na mídia é muito realista. É insalubre. Ele não considera as conseqüências do comportamento sexual", disse Alan Delamater, professor e diretor de psicologia infantil na Universidade de Miami Miller School of Medicina. "Isto é o que nossos filhos estão crescendo pensar. Isto é o que o sexo está em causa. Para negar o seu impacto é ignorante porque não há muito conhecimento dela neste momento."
Muitos pediatras gostaria de inverter a equação e veja os meios de comunicação apresentar uma programação mais responsável.
"A mídia tem a oportunidade de continuar fazendo a mesma coisa, o que é ter um efeito adverso sobre o desenvolvimento da criança, ou dar a volta e moldar atitudes e comportamentos que possam ter um efeito positivo no desenvolvimento da criança", disse Delamater.
A declaração contém uma série de recomendações para os pais, os médicos e os media.
"Queremos que os médicos de fazer duas perguntas de mídia em cada visita bem-criança: quanto tempo de tela de entretenimento por dia faz a criança participar, e existe um aparelho de TV ou conexão com a Internet no seu quarto", disse Strasburger, professor de pediatria na Universidade de New Mexico School of Medicine. "Isso demora 20 segundos e pode ser mais importante do que perguntar sobre childproofing ou assentos de carro ou capacetes."
Os autores da declaração idealmente gostariam de anúncios de remédios para disfunção erétil não ser mostrado na TV após dez horas
"Metade de um bilhão de dólares em anúncios de remédios para disfunção erétil e praticamente sem anúncios de pílulas anticoncepcionais ou preservativos ou a contracepção de emergência", disse Strasburger. "Não há uma única prova de que as crianças expondo a anúncios de controle de natalidade ou mesmo fazendo controle de natalidade de que dispõem os torna sexualmente activa numa idade mais jovem. Nós estamos fazendo coisas completamente para trás."
Também deve haver mais atenção à forma como as crianças usam sites de redes sociais na Internet. E os pais podem usar linhas de media história como ferramentas de ensino para discutir sexo com seus filhos, em vez de ter "a conversa grande", disse o comunicado.
No lado mais idealista, a declaração também recomenda que os publicitários usam o sexo já não deve vender uma vasta gama de produtos.
"Queremos que os pais percebem que as crianças estão passando mais tempo com a mídia do que em qualquer outra actividade, mas dormindo, e que a mídia representa uma poderosa fonte de informação e neste caso, um educador do sexo forte", disse Strasburger.

Mais informações
Para saber mais sobre as crianças e os meios de comunicação, visite a Academia Americana de Pediatria.
FONTES: Victor C. Strasburger, MD, professor de pediatria da Universidade de New Mexico School of Medicine, Albuquerque; Alan Delamater, Ph.D., professor e diretor, psicologia infantil, da Universidade de Miami Miller School of Medicine, 30 de agosto, 2010, pediatria, online
Copyright @ 2010 HealthDay. 

Mulheres de meia idade fazem mais sexo e tem mais orgasmo,diz pesquiza





BLOG MULHER 7X7


qua , 28/7/2010


Martha Mendonça






As mulheres de meia-idade são as que estão mais realizadas sexualmente. Quem diz é um grupo de cientistas do Hackensack University Medical Centre, de Nova Jersey, nos Estados Unidos.


O estudo foi feito com 600 mulheres de todas as idades e revelou que mulheres na meia-idade gostam mais de fazer sexo do que em outros momentos da vida feminina.


Enquanto 54% das mulheres de 18 a 30 anos dizem ter dificuldades em atingir o orgasmo, esse percentual cai para 43% na idade de 31 a 45 anos. De 46 a 54 anos, 48% afirmam ter dificuldades no sexo.


Na idade de 31 a 45 anos, 87% dizem que fazem sexo com regularidade.


Outros dados da pesquisa mostraram que as mulheres de meia-idade também se sentem mais femininas e sensuais. É nesta faixa etária que elas também consomem mais lingeries e brinquedos sexuais e estão mais ligadas em suas fantasias.


A pesquisa reverte a ideia de que a meia idade seria o começo do fim da vida sexual, momento de depressão, baixa auto-estima. Lendo a matéria, no Daily Mail, me deu a impressão de que esses estudos são, mais do que tudo, importantes para derrubar estigmas. O que antes era exceção, vira padrão. E, mais do que tudo, deve prevalecer a ideia de que em qualquer idade é possível ser feliz.










O TEMPO É NOSSO AMIGO

(Eu,minha mãe e dois dos amores que o tempo nos deu) O tempo é nosso amigo Ele não traz só rugas, papadas e bunda caída...


 IVAN MARTINS


 Quem já teve oportunidade de namorar a mesma mulher com intervalo de alguns anos sabe: as pessoas melhoram. As duas pessoas. O sexo fica mais intenso, as conversas ganham outra densidade, a vida torna-se mais simples e o convívio, mais confortável. Aquilo que na juventude é problema chega ao futuro resolvido. Ou incorporado. É como se as pessoas parassem de ensaiar e se aproximassem, afinal, do seu papel verdadeiro na vida. Relaxam e desfrutam. Lembro de uma conversa recente, com uma amiga mais jovem, que se queixava de dificuldades no terreno do prazer. As coisas não acontecem com ela de acordo com o moderno manual do orgasmo feliz. O que fazer? Antes, minha resposta automática seria “análise”. Vai lá, discute e paga, com o tempo melhora. Hoje, embora eu acredite em psicanálise, acho que o segredo está na parte final da frase: com o tempo melhora. O prazer é resultado da experiência repetida e da segurança adquirida. E essas coisas crescem... com o tempo. A psicanálise apressa processos, com sorte inicia transformações que de outra forma não teriam lugar, mas apenas a passagem do tempo, com seu enorme e complexo efeito sobre nós, é realmente capaz de simplificar coisas que na juventude parecem totalmente misteriosas ou inacessíveis. Como sexo e prazer. Por que falar disso? Porque eu tenho a impressão de que as pessoas, homens e mulheres, estão vendo o tempo sob uma única dimensão: a do envelhecimento. Tempo virou sinônimo de bunda caída, papada e rugas. Tempo traz barriga, careca e Viagra. Tempo só nos enfeia e nos debilita. No fim da linha, nos mata. É o inimigo. Um pesadelo que se mede em tic-tacs do relógio, do qual se foge permanentemente. Mas será mesmo isso? • Acho que não. Assim como o prazer, que cresce com o tempo, outras dimensões fundamentais da existência se tornam melhores à medida que o tempo passa. Sem pensar muito, me lembro de uma, importantíssima: a capacidade de lidar com as pessoas e com as situações. A falta de traquejo social dos jovens é um fardo horrível. Ela produz angústias e equívocos em quantidades astronômicas. Ainda bem que passa. Outra coisa que melhora com o tempo é a autocrítica. Lembra de ser adolescente e se achar uma droga em TODOS os sentidos: a cara, o corpo, o jeito, a personalidade? Até da família se tem vergonha nessa época. Uma das melhores coisas da vida é deixar para trás esse sentimento agudo de inadequação e começar a gostar de si mesmo, ainda que moderadamente. Eu, por exemplo, gosto mais de mim hoje do que gostava aos 20 anos, embora na época eu me achasse um gênio e hoje tenha uma percepção muito clara das minhas limitações – e dos meus talentos. Acho que acontece assim com boa parte das pessoas. Gosto de pensar que a gente melhora também no terreno das ideias. A coisa toda vai ficando mais refinada, menos óbvia, verdadeiramente interessante. A gente já viu uma coisa e outra e as leituras e vivências começam finalmente a convergir na direção do entendimento. O mundo parece confuso e incerto, mas ele é assim mesmo. Desaparecem a certeza dogmática e as respostas automáticas. Em algum momento vem um vislumbre de sabedoria que sugere uma compreensão maior das coisas no futuro. Das coisas e das pessoas. Claro, a esta altura da coluna alguém estará dizendo: bobagem! Aos 20 anos eu era mais bonita, mais esperançosa e a vida era muito mais divertida. Aos 30 eu fazia tudo o que queria. Era assim mesmo? Tenho dúvidas sinceras. Frequentemente eu tenho impressão de que as pessoas fazem uma leitura quantitativa do próprio passado. Eu saia mais, eu transava mais, eu fazia mais coisas. Mais ou melhor? Eu posso me lembrar de centenas de fins de semanas chatos que eu passei aos 20 e tantos anos e aos 30 e tantos anos cheios de coisas barulhentas para fazer. Inclusive sexo. Dançar bêbado no centro acadêmico até parar no hospital é uma maravilha! Ou não? Tentar comer (mal) todas as garotas do trabalho porque você acabou de se separar e não suporta estar sozinho é genial! Ou não? Como eu disse, tenho dúvidas sinceras. Por outro lado, tenho certeza de que a vida continua. E que a gente vai tendo experiências únicas e construindo memórias indeléveis, apesar do tic-tac do relógio. A cada par de semanas, ou meses, ou anos, vivemos novos momentos únicos de ternura e de prazer. E eu suponho que eles são ainda mais ternos e mais prazerosos porque nossa cabeça é melhor do que era uns anos atrás. Porque nós sabemos mais. Porque melhoramos. Um dos problemas que eu percebo ao meu redor – muitas vezes em mim mesmo – é o desejo de congelar a existência. As pessoas repetem comportamentos e perseguem sensações que já deveriam ter ultrapassado. Se um adulto agisse com a espontaneidade das crianças a vida inteira seria percebido como maluco. Se outro exibisse a instabilidade e a raiva dos adolescentes na maturidade também seria tratado como doente. Mas muitos de nós tentamos desesperadamente manter o corpo, as emoções e o comportamento de uma pessoa de 20 anos (embora tenhamos, 30, 40, 50 ou 60) e “todo mundo” acha mais ou menos normal. Mas não é, né? A vida exige renovação de repertório. Claro, tenho saudades de quando tinha 14 ou 18 anos. Agora mesmo eu fui à cozinha buscar uma lata de cerveja e vi a luz da lua refletida na cerâmica do piso. Faz calor, o verão chegou. Lembro de entrar na casa da minha mãe, na minha casa de adolescente, vendo no céu a lua enorme e sentindo o cheiro adocicado da dama da noite que crescia no quintal. Como esquecer aquela sensação de estar vivo? Mas, dias atrás, fui levar meu filho mais novo à casa da mãe dele, a casa dele. Era noite, fazia calor e pairava na porta da casa um perfume delicioso. “É jasmim?”, eu perguntei. “Não, pai, é dama da noite”, ele respondeu. Vê? Tudo se liga, tudo se combina, tudo se renova. O passado está aqui, a vida continua. E o tempo, de alguma forma, está do nosso lado

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