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HOMENAGEM PELO ANIVERSÁRIO DO QUERIDO AMIGO ANTONIO CAMPOS!!!

Publico este texto como uma homenagem ao querido amigo ANTONIO CAMPOS,que hoje(20/08) soprou as velinhas!FELIZ ANIVERSÁRIO AO POETA DOS PAMPAS!!!

A AMIZADE QUE ACABA É PORQUE NUNCA COMEÇOU

IARA BIDERMAN FREE-LANCE PARA A FOLHA

Amigo é o que fala o que o outro não quer ouvir; na relação sólida, o tempo não afasta, adia; pesquisadores tentam explicar a amizade

Amizades, paixões, ternura: temas que, à primeira vista, parecem ser de interesse apenas da vida privada, assunto particular, já atraem pesquisadores de várias ciências, das humanas às médicas. No Brasil, o Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia da Emoção (Grem), especialização ainda pouco conhecida, estuda os mecanismos que sustentam fenômenos considerados subjetivos como as amizades e o modo como estas moldam a sociedade e são moldadas por ela. "Ao ser amigo, eu deixo de ser singular, tenho regras, mesmo que implícitas, de conduta, de comportamento, de afeto. Amizades fazem com que as pessoas consigam administrar um tipo de vida, ter projetos como indivíduo, atuar e cumprir seu destino na sociedade", diz o antropólogo Mauro Koury, professor da Universidade Federal da Paraíba e coordenador do Grem. Amizade aqui é entendida como a duradoura, a sólida, ressalva que se faz ainda mais necessária por causa da banalização da palavra -o brasileiro chama de amigo o garçom, o flanelinha e até o desconhecido a quem pede uma informação na rua. Mas as amizades longas são as que contam. "Amizade que acaba é porque nunca começou. Se não for algo que sai do pragmático, do imediato, não é verdadeiro", diz o filósofo e colunista da Folha Mario Sergio Cortella. Esse "ciclo longo" de relacionamento, segundo denomina o antropólogo José Guilherme Magnani, do Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo, não tem como base o trabalho ou lealdades específicas. A disponibilidade de trocas a longo prazo é o que sustenta as parcerias no decorrer do tempo, diz o antropólogo. O que faz surgir aquela amizade "para sempre" está além das explicações da razão. "Não é optativo. Todos tropeçam em pessoas com quem teriam esse tipo de relacionamento, mas podem reconhecê-las ou não naquele momento", diz o psicanalista Armando Colognese Jr., supervisor do curso de formação em psicanálise do Instituto Sedes Sapientae, de São Paulo.

Embora não se conheça por completo a química da amizade, Colognese acredita que ela não acontece, pelo menos na forma duradoura e produtiva, com pessoas muito iguais entre si. "A amizade requer aquele raro ponto médio entre semelhança e diferença", escreveu o filósofo norte-americano Ralph Waldo Emerson (1803-1882). Outra característica que diferencia as amizades de longa data é a possibilidade de confronto sem ruptura. "Se você me importa, eu me incomodo com você. Incomoda-me se você está certo, errado, o que você fala e até a forma de você se vestir", diz Cortella. Amigo é quem pode falar aquilo que não gostamos de ouvir. O administrador de bufê Walter Pires Jr., 46, viveu essa situação com a fonoaudióloga Gláucia Domingues, 45, sua amiga há mais de 30 anos. Pires conta que, certa vez, disse à Gláucia que discordava do caminho que ela estava tomando no campo sentimental. A resistência da fonoaudióloga a ouvir os conselhos do amigo o levou a encerrar o assunto, mas não sem antes avisar: "Tudo bem, mas não peça mais a minha ajuda". Pires acredita que essa frase tenha feito "cair a ficha" e, passado o tempo regulamentar de cicatrização de mágoas, a amizade voltou a ser o que era. A possibilidade de superar mágoas também é pressuposto e resultado de amizades duradouras, diz Colognese. Requer maturidade, é óbvio, e também uma das maiores virtudes do ser humano, segundo o psicanalista, que é a capacidade de reconhecer os próprios limites e saber onde procurar o que falta -e a amizade é um espaço privilegiado para essa busca.

As amizades longas são mais raras porque, mesmo que surgidas num golpe do acaso, dão muito mais trabalho. "Amigo pede dinheiro emprestado, bebe, dá um trabalhão, mas você sabe que um dia estará carregando a alça do caixão dele e chorando sua partida sem saber bem o motivo", diz Cortella. É um esforço mais de compreensão e aceitação do diferente do que de convivência física. "Nem é preciso encontrar-se sistematicamente, há um pressuposto de que a amizade exista", diz o antropólogo Mangnani. Na amizade sólida, o tempo é uma contingência. Não afasta, apenas adia. Ao lado da afinidade e do respeito, a criação de certos rituais reaviva o pacto de confiança ou lealdade que, para Koury, é elemento fundamental da amizade longa. Ele diz que, em certas sociedades, como as indígenas, os rituais são muito precisos, com regras predeterminadas. Na sociedade ocidental, os rituais são criados um pouco aleatoriamente.

Grandes amigos se descobrem no prezinho ou na maturidade

O administrador Walter Pires Jr., 46, e a fonoaudióloga Gláucia Domingues, um ano mais nova que o amigo, se conheceram nos primeiros anos de escola e não se largaram mais. Fizeram peça de teatro juntos, filme amador em super-oito ("o famoso "Família Applecake'"), até análise fizeram juntos. É uma amizade em que o tempo de ver-se não é importante, diz Pires. Temporadas distantes só aumentam o prazer do reencontro, "puro deleite", diz Gláucia Domingues. Para Pires, a longevidade da amizade é explicada por uma mistura de emoção e inteligência, sempre permeada de carinho. Nas longas e sólidas amizades, a diferença de idade não conta nada. Para o advogado José Gregori, 73, amigos mais jovens são um privilégio e prova de ter tido uma vida muito boa. "Recomendo a todos que vivam muito bem e ainda tenham esse adicional na velhice, que é um amigo jovem." Gustavo Hungaro, 44 anos mais novo, diz que seu vínculo com o advogado mais velho ultrapassou as fronteiras de idade e de trabalho para transformar-se numa amizade muito prazerosa.

Concepção de amizade ao longo do tempo

Antiguidade: principalmente na Grécia dos séculos 4º e 5º, a amizade era uma virtude a ser exaltada, parte da ética. Uma das mais importantes obras de referência sobre a amizade é justamente "Ética a Nicômano", de Aristóteles. Idade Média: a amizade implicava demonstrações de coragem e lealdade, bem ilustrada na saga do rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. Fim do século 15: o descobrimento de outros mundos cria condições de compreender a amizade de novas formas, a possibilidade de tolerância e convivência com o diverso. Mundo contemporâneo: a precariedade dos relacionamentos e a convivência obrigatória valorizam a amizade como um espaço privado sem ser solitário, no qual as pessoas podem manifestar suas subjetividades.

16 comentários:

  1. Bom dia Zilda antes de sair para o trabalho recebo esse presente maravilhoso. Uma homenagem da minha querida amiga cigana. Pessoa com a qual mesmo que virtualmente posso dizer pela palavra desse leonino nato tenho um profundo respeito e lendo todo esse exto grande amizade. As vezes ela me chama atenção e diz: te liga Teco rsrsrsrs. Dona Dida beijão.

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  2. Hola ,
    Linda homenagem a esse querido amigo nosso.
    Que Deus e os anjos do céu te protejam ,hoje e sempre.
    Muita saúde e paz.
    Indiana

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  3. Você só merece meu amigo!!Grande beijo.

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  4. Obrigada Indiana pela presença.Beijo no coração.

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  5. Ôi Zilda!
    Um grande presente peara um grandeamigo!
    Ele merece!
    Bom fi nal de semana Zilda!

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  6. Zilda, muito reflexivo o texto e muito bem merecido o oferecimento ao nosso amigo Antonio.
    Ahhh, gostei do "Teco"...rs rs rs
    Grande abraço.

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  7. Que homenagem linda, Zilda!!!
    "A amizade que acaba é porque nunca começou“.
    Que frase verdadeira!!Perfeita!!!
    Deixo dois beijos? Um pra você e outro para o homenageado, meu querido amigo e senador, Tricolor dos Pampas.rs

    E.T. Tive que tentar 3 vezes para poder postar esse comentário.

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  8. Pois é Dora,de vez em quando Teco dorme e Tico fica pra dá conta do recado...rsrsrsrBeijo amiga.

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  9. E como merece Mariano!Obrigada pela presença.

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  10. Grata pela presença e comentário Lau.Nosso amigo gaúcho merece e o blogspot tem nos pregado estas peças.Grande beijo amiga.

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  11. Olá Zilda!
    Parabéns pela bela homenagem que você dedica ao nosso poeta Antonio Campos!
    Amizades verdadeiras só engrandecem a nossa alma.
    Um grande beijo!

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  12. Prazer encontrar você por aqui Dalton;obrigada e beijo no coração.

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  13. FELICIDADE!

    Quando o vento bater à sua porta,
    Abra devagar,
    Para deixa-lo entrar
    Pense quanto de bom poderá receber,
    Se estiver pronto para tal,
    Mas as conquistas diárias
    Estamos sempre apostando tudo
    e a cada recomeço,
    Percebemos, o quanto é gratificante,
    Estar pôr perto de quem se gosta de verdade,
    Sua simpatia,
    Corresponde o momento de felicidade
    e transborda de alegria
    o coração de quem recebe.

    (Roseli Alcântara)

    Desejo toda a felicidade neste final de semana.
    Um grande abraço

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  14. Homenagem ao amigo é um ato de grande delicadeza, e o texto também muito bom!
    beijo, lindo final de semana

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  15. Obrigada pelo poema e presença Eduardo.Valeu!

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