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Paciência - ( OUTUBRO ROSA)

- Paulo Roberto Gaefke

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados…
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma “lady” solta palavrões e berros que lembram as antigas “
trabalhadoras do cais”…
E o bem comportado
executivo?
O “cavalheiro” se transforma numa “besta selvagem” no trânsito que ele mesmo 
ajuda a tumultuar…
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam,
a voz da vizinha é um tormento,
o jeito do chefe é demais para sua cabeça,
a esposa virou uma chata, o marido uma “mala sem alça”.
Aquela velha amiga uma “alça sem mala”, o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava
demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a
cabeça, inconformado…
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título,
dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética
dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é “ansioso demais” onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire… Acalme-se…
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência…

Paulo Roberto Gaefke

Remédio de Nordestino










Remédio de nordestino

No agreste ou no sertão,
No sítio ou na cidade,
Nordestino só padece
Se não usa a qualidade
Das ervas medicinais,
Pra remédios naturais
Sem gastos e com liberdade.

Não há mal que não se cure.
Remédio se tem pra tudo.
Desde o mais simples chá
Pra curar ou ser escudo.
Contra vírus e bactéria
As ervas tem a matéria
Donde sai o conteúdo.

Começo com o Aveloz
Que mata qualquer verruga.
O Boldo, planta sagrada,
Pinguço nenhum refuga.
Catuaba pra “brochice”
E pra acabar doidice
O Fucus se centrífuga.

A Graviola é gostosa
E não só nos alimenta,
Previne de muitos males
E, com o câncer ela arrebenta.
Hortelã à tosse acalma,
O Ipê a sarna espalma,
E o Jasmim que muito alenta.

Mulungu serve pro nervos
E bom regenerativo
Poejo expulsa os gases
Stevia é substitutivo,
Pois serve como adoçante
E Romã é estimulante
Pro o homem que tá furtivo.

Quebra pedra para os rins,
Contra febre o Sabugueiro,
Também tem o Alecrim,
Contra tifóide é certeiro.
Tem Carqueja, Capuchinha
Unha de gato, Salsinha
Gengibre e abacateiro.

A Goiaba o Alecrim,
Azedinha e quixabeira.
Tem a Espinheira Santa,
Que planta cicatrizeira
Capim Santo e o juá
Erva cidreira e ingá
Que é tudo erva certeira.

Ainda tem muito mais
Se eu contar passa de mil,
E não queiram duvidar
Quem usou usufruiu.
Mas, preste muita atenção,
Use com moderação,
Seja um chá, pasta ou refil.

Oliveira do Cordel
© Direitos Reservados
Publicado pelo autor no grupo do facebook: PLANETA POETA CULTURA NORDESTINA - FORRÓ PÉ-DE-SERRA E CORDÉIS.

02/08/2011



Celulares são possivelmente cancerígenos segundo OMS




A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou recentemente que telefones celulares são “possivelmente cancerígenos”.
Essa não é a primeira vez que o assunto é debatido. Apesar das poucas conclusões, uma revisão de estudos sugere que um aumento do risco de um tipo maligno de câncer cerebral não pode ser descartado. No entanto, não está claramente estabelecido que o celular causa câncer em humanos.
Um grupo de 31 especialistas se reuniu em Lyon, França, para analisar os dados provenientes de estudos epidemiológicos. Eles disseram que observaram todos os estudos relevantes de telefones celulares e exposição a campos eletromagnéticos.
A OMS poderia dar ao celular um de cinco rótulos científicos: cancerígeno, provavelmente cancerígeno, possivelmente cancerígeno, não classificado ou provavelmente não cancerígeno.
O grupo concluiu que os celulares devem ser classificados como “possivelmente cancerígenos”, por causa de uma possível ligação com um tipo de câncer no cérebro, glioma. Tal veredito significa que há alguma evidência de ligação entre celulares e câncer, mas fraca demais para se tirar conclusões.
A grande maioria dos estudos não encontrou um vínculo entre celulares e câncer, e se essa ligação existe, é pouco provável que seja grande. O risco de câncer no cérebro é semelhante em pessoas que utilizam telefones celulares em comparação com aquelas que não usam, e as taxas deste tipo de câncer não têm subido nos últimos anos, apesar de uma ascensão dramática no uso do celular durante a década de 1980.
No entanto, a OMS considera não saber o suficiente para eliminar totalmente o risco, e tem havido muito pouca pesquisa sobre os efeitos a longo prazo do uso de celulares.
Dadas as consequências potenciais para a saúde pública, é importante que pesquisas adicionais sejam realizadas a longo prazo sobre o uso intenso de celulares. A OMS alerta que, enquanto se aguarda a disponibilização de tais informações, é importante tomar medidas pragmáticas para reduzir a exposição ao celular, tais como usar dispositivos que tenham viva voz ou mandar mensagens.[BBC]

Médicos reconstituem traqueia com pele e costelas do paciente

29/11/2010 - 18h35

DA FRANCE PRESSE

http://www.folha.uol.com.br/

Uma equipe de cirurgiões franceses afirma ter conseguido pela primeira vez reconstruir a traqueia de vários pacientes com câncer usando um pedaço da pele e fragmentos dos próprios doentes.
"É a primeira substituição traqueal confiável do mundo", afirmou o professor Philippe Dartevelle, chefe do departamento de cirurgia toráxica e vascular do Centro Marie Lannelongue, perto de Paris, autor da inovação em parceria com um cirurgião plástico, Frederic Kolb.
A técnica, aperfeiçoada progressivamente desde 2004, foi utilizada em sete pacientes em seis anos. Cinco deles, que sofriam de câncer, estão bem e levam uma vida normal.
O transplante de traqueia praticado por Dartevelle e Kolb, chefe do serviço de cirurgia plástica e de reconstrução do Instituto Gustave Roissy, consiste em substituir a traqueia destruída ou obstruída por um novo tubo, idêntico, construído com o próprio tecido do paciente, o que evita a possibilidade de rejeição.
O enxerto é fabricado com um pedaço de pele (de 9 cm x 12 cm) retirado do antebraço do paciente, com os vasos sanguíneos. Depois, o tecido é "armado" com pedaços de cartilagem, retirados das costelas do paciente e cortados em finas tiras.
Em seguida, o pedaço de pele é dobrado e suturado para formar um tubo, que substituirá a traqueia. Ele deve ser rígido o suficiente para resistir à pressão da respiração, e flexível o bastante para acompanhar os movimentos do pescoço.
A técnica é utilizada atualmente por cirurgiões plásticos para reconstruir pedaços de nariz.
Os tumores da traqueia, duto que vai da laringe aos brônquios, podem matar um paciente em pouco tempo, pois causam asfixia.
"Quando se usa uma nova técnica, é preciso garantir que funcione e possa ser reproduzida", explicou Dartevelle.
Dos sete pacientes operados, dois faleceram em decorrência de uma infecção pulmonar. Os cirurgiões explicaram que estes dois "fracassos" ocorreram devido ao tamanho do enxerto realizado, que ia até os brônquios --longo demais para fazer a expectoração das secreções bronquiais sem os "cílios" que cobrem a traqueia normal.
A traqueia reconstituída é "perfeitamente vascularizada", destacou Dartevelle, e apresenta em sua superfície interna, que está em contato com a pele, um epitélio (camada superior da pele).
Experimentos têm sido feitos em animais para trocar o epitélio cutâneo usado até agora por um epitélio respiratório, produto de um cultivo com células ciliadas da nasofaringe.
"Até o momento, não havia uma solução aceitável para contar com uma verdadeira substituição traqueal", indicou Dartevelle, referido-se às diferentes técnicas testadas nos últimos cinquenta anos (transplantes, próteses, fragmentos de aorta, etc).
+ NOTÍCIAS EM EQUILÍBRIO E SAÚDE
http://www.folha.uol.com.br/

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