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Faith,um bebê com anencefalia

Faith, um bebê com anencefalia

Este é o caso de Myah Walker, uma jovem solteira de 23 anos que engravidou. Quando ela tinha 19 semanas de gravidez, ao fazer alguns exames médicos, o bebê foi diagnosticado com anencefalia. Trata-se de uma doença que resulta na ausência de uma parte significativa do cérebro, do crânio e do couro cabeludo, o que implica a ausência de pensamento e de coordenação. A maioria dos bebês que nascem com esta doença são cegos, surdos, inconsciente e insensível à dor.

Quando eu tinha 19 semanas de gravidez, me disseram que meu bebê não tinha cérebro. Esta doença é conhecida como "anencefalia". Disseram-me que meu bebê estava vivo só porque ele estava ligado a mim, mas que ele não poderia sobreviver por conta própria. O médico disse que eu poderia continuar com a gravidez de forma segura, mas que meu bebê morreria logo após o nascimento. Eu poderia decidir interromper a gravidez nesse momento, induzindo o parto com 20 semanas e deixar meu bebê morrer sem vê-la ou abraçá-la (não quero saber o que fazem com os bebês nesses casos). Suponho que para algumas pessoas seria uma decisão difícil, mas para mim não foi. Não tive que pensar nisto nem por um segundo. Sabia que não se ganhava nada com a interrupção da gravidez e minha filha já era a pessoa que eu mais amava no mundo. Mesmo que ela permanecesse inconsciente como os médicos disseram-me, e somente vivesse apenas alguns segundos ou minutos, ainda que nascesse morta, valeria a pena. Assim começou nossa odisséia ...



Hoje, enquanto escrevo isso, Faith (Fé em Inglês e nome da bebê) tem 10 semanas de idade (e um dia) e está bem. Ela é plenamente consciente e sensível como qualquer bebê "normal". Ela é muito sensível ao toque (principalmente quando é algo frio) e não há dúvida que ela pode ouvir. Ela sorri, faz balbucios quando feliz, chora e é uma menina guerreira. Ela sabe o que gosta e o que não gosta e o faz perceber isto. Ele tem sua própria personalidade que nos encanta. Ficamos surpresos com o seu desenvolvimento ... desde os primeiros dias sorria e dizia coisas do bebê ("bu", "dá", "bua" ... muito bonito). Desde o nascimento ela podia levantar a cabeça e quando ela se sentou, com apenas 5 dias, nos deixou sem palavras.

Como Faith estava claramente consciente e passando muito bem, fizeram-lhe uma tomografia computadorizada para confirmar o diagnóstico. Um neurocirurgião e radiologista analisaram as imagens e concordaram que a Faith incrivelmente tinha anencefalia. Não sabiam como explicar porque Faith estava viva e respirando, muito menos porque agia conscientemente. Há coisas que os médicos não podem explicar



Espero que por meio da partilha de nossa história, possamos dar alguma luz a essa enfermidade chamada de anencefalia, mas acima de tudo espero que por meio da vida de Faith possamos ver a graça de Deus. Acredite em mim ... há mais esperança e alegria esperando por elas do que poderiamos imaginar. Sei isto por experiência própria! Podem ler todos os livros e revistas médicas que se queira, mas isso é a vida real. É este o verdadeiro amor. Eu amo minha filha como Deus A fez. Ela é um dom e um milagre e sempre será.


Infelizmente, como era de se esperar (cedo ou tarde), Faith Hope (esperança e fé) morreu com 93 dias de vida, e assim a mãe explicou:

Os melhores 93 dias da minha vida ...
... Eu passei com minha filha. A Faith foi para o céu hoje. Passamos toda a manhã e parte da tarde na cama abraçadas. Eu disse a ela que a amava muito. Eu a tinha em meus braços quando ela morreu. Foi por volta de 4h40min. da tarde. Eu tinha acabado de trocar-lhe a fralda e a peguei enrolada em um cobertor. Ela sorriu docemente e continuou assim por alguns segundos ... Eu achei muito lindo. Esperei que voltasse a respirar novamente, mas não o fez. Ela olhou para mim, abrindo seus olhos encantadores, e eu percebi o que estava acontecendo. Eu disse a ela para ir com Jesus. Eu disse a ela que a amava e que estava tudo bem, que logo estaria no céu. Eu a abracei e chorei sobre ela. Toquei o peito e não havia batimentos cardíacos. Mas ainda continuava linda. E mesmo agora, ainda o é ... Eu a tenha nos braços e ela parece feliz e em paz. Deus é bom.


Se você quiser saber mais sobre ela, você pode sempre visitar o blog da mãe (http://babyfaithhope.blogspot.com).

Eu sinceramente acredito que eu não haveria sabido o valor de ter uma filha assim. Não sei sobre vocês, mas eu acho que não poderia resistir nem mesmo alguns segundos olhando para a minha filha sabendo que muito em breve ela deixaria de estar comigo.


 


ABORTO:QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA

31/08/2009 - CORREIO BRAZILIENSE – DF

LENISE GARCIA
 

É recorrente o argumento de que é preciso encontrar solução para o aborto, porque se trata de uma questão de saúde pública. Colocado dessa forma, concordo plenamente.

Não penso, entretanto, que a solução possa estar na chamada descriminalizaçã o, pois isso só faria agravar o problema, como vem ocorrendo em outros países.

Diz o Ministério da Saúde que acontecem no Brasil entre 1 e 1,5 milhão de abortos por ano. Escapa-me como pode ser feita essa estatística, tratando-se de prática clandestina, mas tomemos a afirmativa como verdadeira. Uma prática que ceifa 1,5 milhão de vidas por ano é, certamente, grande problema de saúde pública. Nenhuma doença tem números tão altos. No Brasil e no mundo, o aborto é hoje a maior causa mortis. Não entra nas estatísticas, já que a criança não nascida não é registrada, não tem nome nem atestado de óbito, mas a falta de registro não muda o fato de que ela viveu - por maior ou menor tempo - e morreu, deixando uma história gravada na memória de seus pais e de outras pessoas. Essas existências truncadas trazem grande ônus social, ao qual pouca atenção se presta.

O aborto também traz grandes males, físicos e psíquicos, para a mulher que aborta. Permitam-me uma comparação um pouco chocante, mas ilustrativa. Dados os males provocados pelo fumo, em alguns lugares proíbe-se fumar. Há quem concorde e quem discorde, quem obedeça ou desobedeça. O pulmão do fumante, entretanto, não distingue entre o cigarro legal e o ilegal.

No caso do aborto, a legalização evitaria algumas complicações decorrentes das condições da prática clandestina.

Entretanto, os principais efeitos nocivos do aborto continuariam a ocorrer, como se pode demonstrar com os dados obtidos em países nos quais a prática não é considerada crime na legislação vigente.

Nesse caso não se trata de suposições e extrapolações, mas de estudos científicos publicados em revistas médicas.

Nos Estados Unidos, mulheres que se submeteram ao aborto provocado apresentam, em relação às que nunca fizeram um aborto: 250% mais necessidade de hospitalização psiquiátrica; 138% a mais de quadros depressivos; 60% a mais quadros de estresse pós-trauma; sete vezes mais tendências suicidas; 30 a 50% mais quadros de disfunção sexual.

Além disso, entre as mulheres que fizeram um aborto, 25% exigem acompanhamento psiquiátrico em longo prazo.

Em dezembro do ano passado o British Journal of Psichiatry publicou pesquisas realizadas na Nova Zelândia, que mostraram existir 30% mais problemas mentais em mulheres que fizeram aborto induzido.

O coordenador do trabalho, Dr. David Fergusson, admite que era favorável ao aborto por livre escolha, mas que estava repensando a sua posição em função dos resultados obtidos.

Outro dado preocupante é que a legalização acaba por aumentar significativamente o número de abortos. A Espanha traz-nos um exemplo expressivo.

Em 2008, o editorial do jornal El País comentou que há na Espanha "demasiados abortos". Entre 1997 e 2007, o número de abortos mais que dobrou. Entre 2006 e 2007, houve incremento de 10%. Além disso, uma em cada três mulheres que abortaram em 2007 já haviam abortado anteriormente, uma ou mais vezes. Isso demonstra a banalização da prática. El País comenta que o aborto é "percebido por muitos jovens como um método anticoncepcional de emergência, quando é uma intervenção agressiva que pode deixar sequelas físicas e psicológicas".

Sobre as sequelas psicológicas, já comentei acima. Sobre as físicas, há estudos que mostram maior risco de doenças circulatórias, doenças cérebrovasculares, complicações hepáticas e câncer de mama. A gravidez posterior também fica comprometida, com maior incidência de placenta prévia, parto prematuro, aborto espontâneo e esterilidade permanente.

A solução não está em facilitar o aborto, legalizando- o, mas, pelo contrário, em inibi-lo. Manter a legislação vigente, acabar com a impunidade das clínicas e da venda clandestina de abortivos e, principalmente, fazer um trabalho educativo de valorização da vida. É nesse contexto que se situa o projeto cultura, cidadania e vida, que aconteceu em Brasília de 27 a 30 deste mês, encerrando-se com a 3ª Marcha da Cidadania pela Vida. Uma marcha alegre, que se encerrou com show de Elba Ramalho, mostrando que a vida "é bonita, é bonita e é bonita

LENISE GARCIA: DOUTORA EM MICROBILOGIA, PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA CELULAR DA UNB, PRESIDENTE DO MOVIMENTO NACIONAL DA CIDADE PELA VIDA.

Testemunho de um médico perito mundial em aborto


Prezados amigos virtuais e outros já desvirtualizados,dia 15/04 próximo passado este blog completou três anos.Fiquei no aguardo de completar 1000 seguidores para fazer a festa.Tenho a alegria de poder dizer que já são 1005.Darei dois prêmios pelas duas comemorações.Para o 1º prêmio será sorteado um livro que o felizardo,de qualquer parte do Brasil ou do exterior, escolherá no valor de até $100,00(cem reais) e para o 2º prêmio darei um produto da Natura ainda a escolher.Não gosto de muita regra,e por isto não participo da maioria dos sorteios,tempo é  ouro e quanto mais formalidade para dá um prêmio ou ganhar,nãocompensa.Bem,para participar você só precisa comentar esta postagem,mas comentar o tema mesmo,e não apenas dizer qualquer coisa.Precisamos da opinião de vocês.Simples assim!!!Vou fazer um selo comemorativo.Se vc quiser postar em seu blog para divulgar,agradeço e ao avisar no blog ganhará um novo número.Gostaria que  numerassem o comentário para facilitar o sorteio ,que será feito pela Loteria Federal do dia 20/05/2012,e já guardará seu número.Não precisa ser em ordem crescente.Escolha o nº que quiser e coloque.BOA SORTE!!!


Uma explicação sucinta de um médico especialista em abortos que no passado foi um dos maiores responsáveis pela sua liberalização nos EUA nos anos 70, co-fundador de associações pró-aborto e antigo director de uma das maiores clínicas de aborto dos EUA, vem agora falar sobre a estratégia de movimentos pró-aborto e de poderosos interesses econômicos…
                                                     Dr. Bernard Nathanson
Testemunho
Bernard Nathanson,
“Eu sou pessoalmente responsável por 75.000 abortos. Isto legitima as minhas credenciais para falar com alguma autoridade sobre este assunto. Eu fui um dos fundadores da NARAL (National Association for the Repeal of the Abortion Laws) nos EUA, em 1968. Nesta época, uma pesquisa de opinião fiável descobriu que a maioria dos americanos eram contra o aborto permissivo. Em cinco anos nós tínhamos convencido o Tribunal Supremo dos EUA a promulgar a decisão que legalizou o aborto nos EUA em 1973 e tornou legal o aborto até ao momento anterior ao nascimento.
Como fizemos isto? É importante entender as táticas utilizadas porque as mesmas têm sido usadas em todo o Ocidente com algumas pequenas mudanças, sempre com o intuito de mudar as leis do aborto.
A 1ª TÁTICA ERA GANHAR A SIMPATIA DA MÍDIA
Nós persuadimos os meios de comunicação que a causa de permitir o aborto era uma causa liberal, esclarecida, sofisticada. Sabendo que se uma pesquisa fiável fosse feita nós seríamos derrotados, nós simplesmente fabricamos resultados de pesquisas fictícias. Anunciamos aos meios de comunicação que tínhamos feito pesquisas e que 60% dos americanos eram favoráveis à liberalização do aborto. Esta é a tática da mentira auto-satisfatória. Poucas pessoas gostam de fazer parte da minoria.

Nós adquirimos muitos simpatizantes para divulgarmos o nosso programa de permissividade do aborto ao fabricarmos o número de abortos ilegais feitos no EUA anualmente. Enquanto este número era de aproximadamente 100.000, nós dizíamos repetidamente aos meios de comunicação que o mesmo era de 1.000.000. A repetição de uma grande mentira várias vezes convence o público. O número de mulheres que morriam em conseqüência de abortos ilegais era em torno de 250, anualmente. O número que constantemente dávamos aos meios de comunicação era 10.000. Estes números falsos criaram raízes nas consciências dos americanos, convencendo muitos da necessidade de revogação da lei contra o aborto. Um outro mito que demos ao público através da mídia era que a legalização do aborto seria a única forma de tornar legais os abortos que então eram feitos ilegalmente. O aborto está sendo atualmente utilizado como o principal método de controle de natalidade no EUA e o número de abortos feitos anualmente cresceu em 1500% desde a legalização (ver: http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/index.html
).
A 2ª TÁTICA ERA ATACAR O CATOLICISMO
Nós
 sistematicamente difamamos a Igreja Católica e suas “ideias socialmente retrógradas” e colocamos a hierarquia católica como o vilão que se opunha ao aborto. Esta música foi tocada incessantemente. Nós divulgávamos à mídia mentiras tais como: “todos sabemos que a oposição ao aborto vem da hierarquia e não da maioria dos católicos” e “pesquisas comprovam que a maioria dos católicos quer uma reforma na lei contra o aborto”. E a mídia martelava tudo isto sobre os americanos, persuadindo-os que alguém que se opusesse ao aborto permissivo devia estar sob a influência da hierarquia Católica e que católicos favoráveis ao aborto eram esclarecidos e progressistas. Uma inferência desta tática foi a de que não havia nenhum grupo não-Católico oposto ao aborto. O fato de que as outras religiões Cristãs e não-Cristãs eram (e ainda são) monoliticamente opostas ao aborto foiconstantemente suprimido, assim como as opiniões de ateístas pró-vida.
                                   Pinte o seu opositor como se ele fosse o vilão, assim você rotula todo mundo que se opõe às suas idéias.

A 3ª TÁTICA ERA DENEGRIR E SUPRIMIR TODA EVIDÊNCIA DE QUE A VIDA SE INICIA NA CONCEPÇÃO
Muito me perguntam o que me fez mudar de pensamento. Como mudei de proeminente abortista para advogado pró-vida? Em 1973 eu tornei-me director de obstetrícia de um grande hospital na cidade de Nova Iorque e tive que iniciar uma unidade de pesquisa pré-natal, no início de uma nova tecnologia que usamos agora para estudar o feto no útero. Uma tática pró-aborto favorita éinsistir em que a definição de quando a vida inicia é impossível; que esta questão é uma questão teológica, moral ou filosófica, nada científica. A fetologia tornou inegável a evidência de que a vida se inicia na concepçãoe requer toda proteção e o cuidado de que qualquer um de nós necessita. Porque, podem perguntar, alguns médicos americanos, cientes das descobertas da fetologia, desacreditam-se fazendo abortos? Simples aritmética: a US$ 300 dólares cada, 1,55 milhões de abortos significam uma indústria de US$500 milhões de dolares anuais, dos quais a maior parte vai para o bolso do médico que faz o aborto. É claro que a permissividade do aborto é claramente a destruição do que é, inegavelmente, uma vida humana. É um inadmissível ato de violência.
                            Negue o óbvio veementemente. Mentiras grandes contadas incessantemente são melhor assimiladas.
Todos devem reconhecer que uma gravidez não planejada é um dilema difícil. Mas, procurar a sua solução num deliberado ato de destruição é desprezar a vasta quantidade de recursos do gênio humano e abandonar o bem-estar da população a uma clássica resposta utilitarista aos problemas sociais.
COMO CIENTISTA EU SEI – NÃO APENAS ACREDITO – QUE A VIDA HUMANA SE INICIA NA CONCEPÇÃO.


http://direitasja.wordpress.com/tag/dr-bernard-nathanson/

Aborto: questão de saúde pública?


Autor: LENISE GARCIA

É recorrente o argumento de que é preciso encontrar solução para o aborto, porque se trata de uma questão de saúde pública. Colocado dessa forma, concordo plenamente.

Não penso, entretanto, que a solução possa estar na chamada descriminalização, pois isso só faria agravar o problema, como vem ocorrendo em outros países.
Diz o Ministério da Saúde que acontecem no Brasil entre 1 e 1,5 milhão de abortos por ano. Escapa-me como pode ser feita essa estatística, tratando-se de prática clandestina, mas tomemos a afirmativa como verdadeira. Uma prática que ceifa 1,5 milhão de vidas por ano é, certamente, grande problema de saúde pública. Nenhuma doença tem números tão altos. No Brasil e no mundo, o aborto é hoje a maior causa mortis. Não entra nas estatísticas, já que a criança não nascida não é registrada, não tem nome nem atestado de óbito, mas a falta de registro não muda o fato de que ela viveu - por maior ou menor tempo - e morreu, deixando uma história gravada na memória de seus pais e de outras pessoas. Essas existências truncadas trazem grande ônus social, ao qual pouca atenção se presta.

O aborto também traz grandes males, físicos e psíquicos, para a mulher que aborta. Permitam-me uma comparação um pouco chocante, mas ilustrativa. Dados os males provocados pelo fumo, em alguns lugares proíbe-se fumar. Há quem concorde e quem discorde, quem obedeça ou desobedeça. O pulmão do fumante, entretanto, não distingue entre o cigarro legal e o ilegal.
No caso do aborto, a legalização evitaria algumas complicações decorrentes das condições da prática clandestina.
Entretanto, os principais efeitos nocivos do aborto continuariam a ocorrer, como se pode demonstrar com os dados obtidos em países nos quais a prática não é considerada crime na legislação vigente.
Nesse caso não se trata de suposições e extrapolações, mas de estudos científicos publicados em revistas médicas.
Nos Estados Unidos, mulheres que se submeteram ao aborto provocado apresentam, em relação às que nunca fizeram um aborto: 250% mais necessidade de hospitalização psiquiátrica; 138% a mais de quadros depressivos; 60% a mais quadros de estresse pós-trauma; sete vezes mais tendências suicidas; 30 a 50% mais quadros de disfunção sexual.

Além disso, entre as mulheres que fizeram um aborto, 25% exigem acompanhamento psiquiátrico em longo prazo.
Em dezembro do ano passado o British Journal of Psichiatry publicou pesquisas realizadas na Nova Zelândia, que mostraram existir 30% mais problemas mentais em mulheres que fizeram aborto induzido.
O coordenador do trabalho, dr. David Fergusson, admite que era favorável ao aborto por livre escolha, mas que estava repensando a sua posição em função dos resultados obtidos.

Outro dado preocupante é que a legalização acaba por aumentar significativamente o número de abortos. A Espanha traz-nos um exemplo expressivo.
Em 2008, o editorial do jornal El País comentou que há na Espanha "demasiados abortos". Entre 1997 e 2007, o número de abortos mais que dobrou. Entre 2006 e 2007, houve incremento de 10%. Além disso, uma em cada três mulheres que abortaram em 2007 já haviam abortado anteriormente, uma ou mais vezes. Isso demonstra a banalização da prática. El País comenta que o aborto é "percebido por muitos jovens como um método anticoncepcional de emergência, quando é uma intervenção agressiva que pode deixar sequelas físicas e psicológicas".
Sobre as sequelas psicológicas, já comentei acima. Sobre as físicas, há estudos que mostram maior risco de doenças circulatórias, doenças cérebro-vasculares, complicações hepáticas e câncer de mama. A gravidez posterior também fica comprometida, com maior incidência de placenta prévia, parto prematuro, aborto espontâneo e esterilidade permanente.

A solução não está em facilitar o aborto, legalizando-o, mas, pelo contrário, em inibi-lo. Manter a legislação vigente, acabar com a impunidade das clínicas e da venda clandestina de abortivos e, principalmente, fazer um trabalho educativo de valorização da vida. É nesse contexto que se situa o projeto cultura, cidadania e vida, que aconteceu em Brasília de 27 a 30 deste mês, encerrando-se com a 3ª Marcha da Cidadania pela Vida. Uma marcha alegre, que se encerrou com show de Elba Ramalho, mostrando que a vida "é bonita, é bonita e é bonita”.

LENISE GARCIA: DOUTORA EM MICROBILOGIA , PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA CELULAR DA UNB, PRESIDENTE DO MOVIMENTO NACIONAL DA CIDADE PELA VIDA.
Fonte: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/cpmod.php?id=40745
Fonte: Unb Agência

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