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MOTIVOS DE RESIGNAÇÃO


Trimmmm trimmmm trimmmm....
                                       DONA Q...EU E O GAÚCHO EM GRAMADO
É meu telefone convencional,que normalmente não atendo porque é um tal de engano que cansa.Hoje atendi para minha alegria,pois do outro lado estava o guerreiro,o meu,oseu,o nosso querido tricolor gaúcho que mais uma vez deu um drible nos obstáculos,nas dificuldades ,na parada cardíaca,na diálise e está voltando à vida.Hoje foi só alegria e muita risada gostosa com as brincadeiras que lhe são peculiar.Obrigada PAI,que mais uma vez nos mostras que és único e que teus desígnios são primorosos ,mas de difícil entendimento para nós simples mortais.Os médicos desenganaram o gaúcho,e quando pedi por ele aos espíritos amigos foi já pedindo que o preparassem para uma passagem tranquila.Nosso amigo venceu mais uma batalha e deixamos aqui um texto para nossa reflexão.
                                      NOSSO AMIGO INCORPORANDO O PAPAI NOEL


MOTIVOS DE RESIGNAÇÃO

 Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a recompensa que espera os
que sofrem e a resignação que os faz compreender o porquê do sofrimento como o início da cura.
Estas palavras podem ser também entendidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrer, visto que vossas dores aqui na Terra são os
pagamentos das dívidas de vossas faltas passadas, e essas dores suportadas pacientemente na Terra vos poupam séculos de sofrimento na
vida futura. Deveis estar felizes, por Deus reduzir vossa dívida, permitindo pagá-la no presente, o que vos assegura a tranqüilidade para o futuro.
O homem que sofre assemelha-se a um devedor de uma grande
quantia e a quem o credor diz: “Se me pagares hoje mesmo a centésima
parte, dou-te quitação de toda a dívida, e estarás livre. Se não o fizeres,
te cobrarei até que me pagues o último centavo”. Qual o devedor que
não ficaria feliz mesmo passando por privações para se libertar de uma
grande dívida, sabendo que pagaria apenas a centésima parte do  que
devia? Ao invés de reclamar do seu credor, não lhe agradeceria?
Este é o sentido das palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois
serão consolados. São felizes, porque estão pagando suas dívidas e,
depois de pagar, ficarão livres. Porém, se ao procurar quitá-las de
uma maneira se endividarem de outra, tornam maior o tempo para
sua libertação. Portanto, cada nova falta aumenta a dívida, pois não
há uma única falta, qualquer que ela seja, que não arraste consigo sua
punição forçada e inevitável. Se não for hoje, será amanhã; se não for
nesta vida, será noutra. Entre essas faltas, é preciso colocar em
primeiro lugar a falta de submissão à vontade de Deus. Se lamentamos
as aflições, se não as aceitamos com resignação e como algo que se
deva merecer, se acusamos Deus de injusto, contraímos uma nova
dívida que nos faz perder os frutos que a lição dos sofrimentos nos
poderia dar. É por isso que recomeçaremos sempre, como se, a um
credor que nos cobra, pagássemos algumas parcelas e ao mesmo
tempo contraíssemos novas dívidas.
Quando entra no mundo dos Espíritos, o homem assemelha-se
ao operário que comparece no dia do pagamento. A uns o Senhor
dirá: “Eis o prêmio da tua jornada de trabalho”. A outros, aqueles que
se julgaram felizes na Terra, viveram ociosamente e cuja felicidade
constituiu-se na satisfação do seu amor-próprio e nos gozos terrenos,
Ele dirá: “A ti nada cabe, pois já recebeste teu salário na Terra. Vai e
recomeça tua tarefa”.
 O homem pode suavizar ou agravar a amargura de suas provas
pela maneira de encarar a vida terrena. Ele sofre mais quando acredita
numa duração mais longa do seu sofrimento. Porém, se encara a vida
terrena pelo lado da vida eterna do Espírito, ele a entende como um
ponto no infinito e compreende o quanto é breve, dizendo a si mesmo
que esse momento difícil vai passar bem depressa. A certeza de um
futuro próximo, mais feliz, o sustenta e o encoraja e, ao invés de se
lamentar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Ao contrário,
para aquele que só valoriza a vida corpórea, esta lhe parece interminável
e a dor cai sobre ele com todo o seu peso. O resultado da maneira espiritual
de encarar a vida diminui a importância das coisas deste mundo, faz
com que o homem modere seus desejos, se contente com sua posição
sem invejar a dos outros, e atenua a impressão moral dos reveses e das
decepções que ele experimenta. O homem adquire uma calma e uma
resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que,
pela inveja, pelo ciúme e pela ambição, tortura-se voluntariamente e assim
aumenta as misérias e as angústias de sua curta existência.

                               PAPAI NOEL DA LAPÔNIA (O OFICIAL) EM HOMENAGEM AO NOSSO GAÚCHO...

EVANGELHO SEGFUNDO O ESPIRITISMO – CAP V
BEM - AVENTURADOS OS AFLITOS
ITENS 12  E  13

DESENCANTO- BLOGAGEM COLETIVA AMOR EM PEDAÇOS

 Esta crônica retrata na íntegra nossos desencantos e a melhor forma de encará-los.Lembrar sempre(inclusive eu) que o amor sozinho não basta.Precisamos de uma boa dose de carinho,respeito,lealdade,compreensão,capacidade de perdoar de verdade,tolerância,diálogo,indulgência,verdade,amizade e muita,muita sabedoria 

RELACIONAMENTO
RUBEM ALVES

                       FOTO:MEU FILHO FÁBIO EDUARDO E FAMÍLIA

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que, os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: Há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me.
Para começar, uma afirmação de Nietzsche com a qual concordo inteiramente.
Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria, capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice”?
Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.
Sheerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O Império dos Sentidos”.
Por isso, quando o sexo já estava morto na cama e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites.
O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fosse música.
A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ”Eu te amo...”
Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, “eu te amo” não quer dizer mais nada. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética”.
Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma”.
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua “cortada”, palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.
O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o  jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo.
Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca.
Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.
Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui, ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra, pois o que se deseja é que ninguém erre. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.
Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada.
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão...
O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento.
Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.
O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor...
Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...



RUBEM ALVES é educador, escritor, psicanalista e professor emérito da Unicamp.


VISÃO ESPÍRITA DA PÁSCOA


Visão espírita da páscoa
Marcelo Henrique Pereira (*)
 

Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.

Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus?

Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.

O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso.

Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.

A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.

Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia.

Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.

Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.

No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo, separá justos e ímpios.

A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem.

Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa?

A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”. E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.

A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.

Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoatradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bussolar de nossos passos, doravante.

Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.

Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”.

Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.

(*) Marcelo Henrique Pereira, Mestre em Ciência Jurídica, Presidente da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Santa Catarina e Delegado da Confederação Espírita Pan-Americana para a Grande Florianópolis (SC)
http://www.abrade.com.br/pascoa.html

O Adolescente e o namoro


Blogagem coletiva proposta pela amiga Rosélia,do blog Espiritual-idade,Rosa do Luzdeluma e Rute do Publicarparapartilhar.Será uma coletiva intutalada:O AMOR EM PEDAÇOS OU O AMOR POR PARTES.Hoje iniciando com a fase do ENCANTAMENTO.Poderia falar de mim,sobre mim,já que teria muito pra dizer pela experiência que a vida nos dá,todavia,escolhi mostrar A VIDA COMO ELA É DE FATO,no que espero ser útil à todos que nos leiam;Aos mais velhos explicando os porquês de tudo que já foi vivenciado e aos mais jovens,fortalecendo a paciência,a tolerância,a compreensão,a lealdade,a amizade,a cumplicidade etc...Elementos essenciais para a sobrevivência do AMOR.
                                             FOTOS  DA FASE DO ENCANTAMENTO
                                                     AS CRIANÇAS SÃO PRIMOS...RSRS

O ADOLESCENTE E O NAMORO

Na fase da adolescência, a atração sexual é portadora de alta carga de
magnetismo.
Surge, inesperadamente, a necessidade de intercâmbio afetivo, que o
jovem ainda não sabe definir. Os interesses infantis são superados e as
aspirações acalentadas até então desaparecem, a fim de cederem lugar a
outras motivações, normalmente através do relacionamento interpessoal. Os
hormônios, amadurecendo e produzindo as alterações  orgânicas, também
trabalham no psiquismo, desenvolvendo aptidões e anseios que antes não
existiam.
Nesse momento, os adolescentes olham-se surpresos,  observam as
modificações externas e descobrem anseios a que não estavam acostumados.
São tomados de constrangimento numa primeira fase, depois, de inquietação,
por fim, de certa audácia, iniciando-se as experiências dos namoros.
Referimo-nos ao processo natural, sem as precipitações propostas pelas
insinuações, provocações e licenças morais de toda  ordem que assolam o
mundo juvenil, conspirando contra a sua realização interior.
Estimulados por essa falsa liberdade, mentalmente
alertados antes de experimentarem as legítimas expressões do sentimento,
atiram-se na desabalada busca do sexo, sem qualquer compromisso com a
emoção, transtornando-se e perdendo a linha do desenvolvimento normal,
passo a passo, corpo e mente.
Prematuramente amadurecidos, perdem o controle da responsabilidade e
passam a agir como autômatos, vendo, no parceiro, apenas um objeto de uso
momentâneo, que deve ser abandonado após o conúbio, a fim de partir na
busca de nova companhia, para atender a sede de variação promíscua e
alienadora.
O namoro é uma necessidade psicológica, parte importante do
desenvolvimento da personalidade e da aprendizagem  afetiva dos jovens,
porquanto, na amizade pura e simples são identificados valores e descobertos
interesses mais profundos, que irão cimentar a segurança psicológica quando
no enfrentamento das responsabilidades futuras.
Trata-se de um período de aproximação pessoal, de intercâmbio
emocional através de diálogos ricos de idealismos, de promessas — que nem
sempre se cumprem, mas que fazem parte do jogo afetivo — e sonhos, quando
a beleza juvenil se inspira e produz.
As artes, em geral, a literatura, a poesia, a estética descobriram na
afetividade juvenil suas verdadeiras musas, que passaram a contribuir em favor
do enriquecimento da vida, através das lentes róseas dos enamorados. Todo
um mundo dourado e azul, trabalhado nas estrelas e no luar, no perfume das
flores e nos favônios dos entardeceres, aparece quando os jovens se
encontram e despertam intimamente para a afetividade.
O recato, a ternura, a esperança, o carinho e o encantamento constituem
as marcas essenciais desses encontros abençoados pela vida. As dificuldades
parecem destituídas de significado e os problemas são teoricamente de
soluções muito fáceis, convidando à luta com que se estruturam para os
investimentos mais pesados do futuro.
O desconhecimento do corpo e a inexperiência da sua utilização, nesse
período, cedem lugar a um descobrimento digno, compensador, que predispõe
aos relacionamentos tranquilos, estimulantes.
Igualmente nesse curso do namoro se identificam as  diferenças de
interesse, de comportamento psicológico, de atração sexual e moral, cultural e
afetiva.
O adolescente, às vezes, encantador, que desperta sensualidade nos
outros, no convívio pode apresentar-se frívolo, vazio de idealismo, desprovido
de beleza, que são requisitos de sustentação dos relacionamentos, e logo
desaparece a atração, que não passava de estímulo sexual sem maior
significado.
Quando o namoro derrapa em relacionamento do sexo, por curiosidade e
precipitação, sem a necessária maturidade psicológica nem a conveniente
preparação emocional, produz frustração, assinalando o ato com futuras
coarctações, que passam a criar conflitos e produzir fugas, gerando no mundo
mental dos parceiros receios injustificáveis ou ressentimentos prejudiciais.
Não raro, esses choques levam a práticas indevidas  e preferências
mórbidas, que se transformam em patologias inquietantes na área do
comportamento sexual.
É natural que assim suceda, porque o sexo é departamento divino da
organização física, a serviço da vida e da renovação emocional da criatura, não
podendo ser usado indiscriminadamente por capricho  ou por mecanismos de
afirmação da polaridade biológica de cada qual.
O indivíduo tem necessidade de exercer a função sexual, como a tem de
alimentar-se para viver. Não obstante essa função,  porque reprodutora, traz
antecedentes profundos fixados nos painéis do Espírito, arquivados no
inconsciente, que não interpretados corretamente se encarregam de levá-lo a
transtornos psicóticos significativos.
O período do namoro, portanto, é preparatório, a fim de predispor os
adolescentes ao conhecimento das suas funções orgânicas, que podem ser
bem direcionadas e administradas sem vilania, mantendo o alto padrão de
consciência em relação ao seu uso.
As carícias se encarregam de entretecer compensações afetivas e
preencher lacunas do sentimento, traduzindo a necessidade do
companheirismo, da conversação, da troca de opiniões, do intercâmbio de
aspirações.
O mundo começa também a ser descoberto e programas são delineados,
nesse comenos afetuoso, tendo em vista a possibilidade de estar próximo do
ser querido e com ele compartir dores e repartir alegrias.
As dificuldades e conflitos íntimos, face à aproximação afetiva, são
debatidos e buscam-se fórmulas para superá-los e resolvê-los.
Um auxilia o outro e abrem-se os corações, pedindo auxílio recíproco.
Quando isso não ocorre, há todo um jogo de mentiras e aparências que
não correspondem à realidade, e cada um dos parceiros pretende demonstrar
experiências que não consolidou, e que se encontram na imaginação, como
decorrência de informações incorretas ou de usos inadequados, que exalta,
tornando-se agressivo e primário, sem a preocupação de causar ou não trauma
no parceiro.
Merece considerar, também, que nessa fase, o jovem  desperta para as
suas faculdades paranormais, suas inseguranças e ansiedades estão em
desordem, propiciando, pela natural lei de causa e  efeito, a aproximação de
antigos comparsas, que procedem de reencarnações passadas e agora se
acercam para darem prosseguimento a infelizes obsessões, particularmente na
área sexual.
          Grande número de adversários espirituais  é constituído de afetos
abandonados, traídos, magoados, infelicitados, que  não souberam superar o
drama e retornam esfaimados de paixões negativas, buscando aqueles que
lhes causaram danos, a fim de se desforçarem, investindo, desse modo,
furiosos e cruéis, contra quem lhes teria prejudicado.
          Esse é um capítulo muito delicado, que não pode ser deixado à margem,
merecendo análise especial.
          Assim, o namoro preenche a lacuna da imaturidade e propicia renovação
psicológica e conforto físico, sem ardência de paixão, nem frustração amorosa
antes do tempo.

Do livro ADOLESCÊNCIA E VIDA – DIVALDO P.FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

7 Principais erros cometidos em blogs de artesanato


Esta postagem está originalmente na Revista  Artesanato,E me chegou no momento exato em que pensava fazer este alerta,para facilitar a interação entre blogs,pois muitos já sofremos com a qualidade da internete nem sempre boa e ainda nos deparamos com tudo isto aí abaixo e mais algumas coisitas.Agradeço a leitura e atenção.E não são apenas os blogs de artesanato que cometem estas falhas;São blogs de conteúdos gerais.Beijos carinhosos!!!

Posted: 26 Feb 2012 05:22 PM PST
Estar presente na internet é muito importante para quem quer divulgar suas ideias e trabalhos. E os blogs são um meio muito eficaz de divulgar o que você faz. No entanto, se quiser mesmo ter sucesso com o seu blog, você deve fazer um trabalho profissional. Não adianta nada colocar o seu trabalho em um blog feio, amador e que ninguém quer visitar. E para evitar que você cometa alguns erros básicos, estamos mostrando aqui os 7 principais erros cometidos por blogueiros iniciantes. Vale a pena conferir e observar se você está cometendo algum desses erros. Se estiver, fique atento para corrigir o mais breve possível.
1)             Fotos de baixa qualidade

Esse, sem dúvida, é um dos principais erros encontrados em blogs. Você só vai prejudicar a imagem do seu trabalho se colocar fotos ruins, de baixa qualidade. Isso passa uma péssima impressão para quem está comprando e certamente tira a beleza dos seus produtos. A foto é o cartão de visita do seu produto, se ela passar uma boa imagem, o seu trabalho será valorizado. Invista em boas fotos e você vai ter bons resultados. Já postamos dicas para você tirar boas fotos, clique aqui e confira.

2)           Marcas d’água exageradas em imagens


Esse é mais um erro bastante comum. Pensar em proteger as suas fotos contra quem copia e acabar exagerando. Há muita gente por aí que coloca essas marcas d’água nas fotos, prejudicando completamente a visualização da foto. Quer uma dica? Se for mesmo colocar o seu nome ou endereço do seu blog na foto, coloque no cantinho. Quanto menor, melhor! Não se preocupe com cópias, elas sempre existiram e vão continuar existindo. Instrua a pessoa que acessa o seu blog a colocar os créditos da foto quando for copiar, ao invés de poluir as suas fotos com marcas d’água

3) Blog com poluição visual, muito colorido e de mal gosto



                        Você adora imagens coloridas,brilhos,objetos se movimentando?Pois o seu visitante provavelmente não gosta.É muito ruim quando você entra em um site poluido visualmente.Dificilmente uma pessoa vai conseguir permanecer no seu blog por muito tempo se ele é assim.Quanto mais claro e limpo é seu blog,menos cansado o visitante vai ficar e mais ele vai poder admirar os seus trabalhos.Não deixe os adereços do seu blog chamarem mais atenção que o seu trabalho.Quando você coloca muitos detalhes no site,o trabalho fica ofuscado.Se você acha que os visitantes gostam de bichinhos mexendo e brilho,você está errada. 

4) Fontes difíceis de ler e com fundo sem contraste


Quando você escreve um texto no blog provavelmente vai querer que os visitantes leiam, não é? Então facilite a vida do seu visitante, escolha fontes fáceis de ler e coloque a cor do texto com um contraste legal em relação ao fundo. O ideal é colocar uma letra preta em um fundo claro com uma fonte básica, como Arial. Coloque também um tamanho médio, evite fontes muito pequenas. Se o seu visitante acessa o site e tem dificuldade em ler o que está escrito, pode ter certeza que ele vai perder a paciência logo, logo.

5) Conteúdo de baixa qualidade


Todos nós que navegamos na internet estamos em busca de informações. Não há nada pior que entrar em um site que não tenha aquilo que você está procurando. Pensando nisso, faça o conteúdo do seu blog ser atrativo para o visitante. Vamos imaginar que você trabalhe com roupas decoradas com Fuxico. No seu blog você pode dar dicas de como usar as roupas, como combinar, qual tipo de peça sua adequada para cada ocasião. Não é muito melhor entrar em um site que tenha dicas e informações ao invés de somente fotos de produtos? Certamente o seu visitante vai gostar, ficar mais tempo no site e se interessar mais pelos seus produtos.

6) Contato difícil de encontrar


Se você tem um blog para divulgar os seus produtos, provavelmente vai querer que os seus visitantes entrem em contato com você. Certamente o contato é fundamental para que as pessoas façam perguntas e tirem as suas dúvidas. Mesmo sendo isso algo fundamental, em alguns blogs é uma tarefa quase impossível entrar em contato com o blogueiro. Isso porque o contato da pessoa não está claro no site e é necessário ficar procurando por toda a página até encontrar a o e-mail ou página de contato. Ao fazer um blog deixe bem claro qual é o seu e-mail e incentive as pessoas a entrarem em contato. Assim você poderá conhecer quem tem interesse no seu produto.

7) Música de fundo




Para finalizar, o sétimo erro mais comum: as músicas de fundo em blogs. Isso realmente é muito irritante, entrar em um site e ser surpreendido por uma música de fundo. Imagine se você está em um dia com dor de cabeça, sem muita paciência e, navegando na internet, encontra um site que toca uma música. O que você vai fazer? Fechar o site, obviamente. Imagine então se você não gostar da música? Aí é pior ainda. Depois de imaginar essas situações, pense duas vezes antes de colocar uma música no seu blog.

Seu blog

E você, está cometendo algum desses erros? Deixe o seu comentário sobre esse assunto.

 

 


Certos cérebros podem ser “propensos” ao vício
Um novo estudo indica que anormalidades no cérebro podem tornar algumas pessoas mais susceptíveis a se tornarem viciadas em drogas do que outras.
O estudo sugere a dependência é em parte um “distúrbio do cérebro”, uma doença mental. E, como os cientistas descobriram as mesmas diferenças nos cérebros de viciados e de seus irmãos e irmãs não viciados, isso oferece esperança de novas formas de ensinar aos viciados “autocontrole”.
Já faz um tempo que os pesquisadores sabem que o cérebro de viciados em drogas têm algumas diferenças, mas explicá-las tem sido mais difícil.
Os especialistas não tinham certeza se as drogas mudavam o cérebro dos usuários, ou se cérebros de dependentes de drogas eram diferentes, em primeiro lugar.
O novo estudo tentou responder essa questão, comparando os cérebros de 50 viciados em crack ou cocaína com o cérebro de seu irmão ou irmã, que nunca tinha usado drogas. Ambos viciados e irmãos não viciados tinham as mesmas anomalias na região do cérebro que controla o comportamento, o sistema frontoestriatal.
A sugestão é de que estes cérebros podem ser “propensos” ao vício. Mas há muito tempo se sabe que nem todo mundo que usa drogas se torna viciado. “Isso mostra que a toxicodependência não é uma escolha de estilo de vida, é um distúrbio do cérebro e precisamos reconhecer isso”, disse a pesquisadora do estudo, Karen Ersche.
No entanto, os irmãos não viciados do estudo tiveram uma vida muito diferente, apesar de compartilhar a mesma susceptibilidade. “Estes irmãos e irmãs que não têm problemas de dependência podem nos dizer como superar esses problemas, como eles conseguiram autocontrole em sua vida diária”, explicou Karen.
O psiquiatra Paul Keedwell disse que o vício, como a maioria das doenças psiquiátricas, é produto tanto da natureza quanto da criação. “Precisamos acompanhar as pessoas por mais tempo para quantificar o risco relativo de natureza versus criação”, comentou.
É possível que as semelhanças no cérebro dos irmãos não se deva à genética, mas sim ao fato de terem crescido na mesma casa. Pesquisas sobre a relação entre o vício e a estrutura do cérebro estão longe de terminar.
Se for verdade que o vício não altera o cérebro, mas sim toma conta de um cérebro propenso, isso pode abrir caminho para novas terapias e tratamentos e até mesmo prevenção de vícios.[BBC]

Orangotango fêmea abraça filhote para protegê-lo de caçadores




Uma orangotango fêmea foi flagrada abraçando seu filhote para protegê-lo de caçadores que estavam prestes a capturá-los , de acordo com informações do jornal Daily Mail desta sexta-feira (27/1). A cena foi registrada em Bornéu, uma ilha localizada na Ásia .

Os caçadores já estava com facas nas mãos quando se aproximaram da orangotango – que está grávida - e de seu filhote. Cercada por uma roda de caçadores, a única coisa que a mamãe orangotango poderia pensar em fazer era envolver seu filhote em torno de seus braços para protegê-lo.


Eles pareciam estar diante da morte. Mas, felizmente, uma equipe do grupo britânico de resgate internacional de animais chamado Four Paws (Quatro Patas, em português) chegou a tempo de parar o abate e salvar a vida da dupla. “Nossa chegada não poderia ter sido mais oportuna,” disse Signe Preuschoft, voluntário do grupo de resgate e especialista em primatas. “Poucos minutos depois, e os orangotangos poderiam ter sido mortos”, conta. “A quadrilha estava eufórica na expectativa de obter recompensas pela captura e pela matança dos animais. Esse massacre não pode continuar”, lamenta.

A mamãe orangotango e seus filhotes foram resgatados e levados para uma área mais segura da floresta. Mas antes de serem devolvidos à natureza, a orangotango fêmea foi equipada com um dispositivo de rádio, para que ela e seus filhotes pudessem ser monitorados e, assim, permanecerem seguros.

Antes do resgate, uma equipe do grupo havia vasculhado a área do lado indonésio de Bornéu, mas não encontrou orangotangos que tivessem sobrevivido ao abate realizado na região.


A Indonésia tem um dos maiores índices mundiais de desmatamento. Essa taxa é movida, principalmente, pela extração ilegal de madeira, pela plantação de palmeiras e extração de óleo e pelo garimpo de ouro. O desmatamento reduziu drasticamente o hábitat dos orangotangos e o número de animais caiu de 250 mil (há algumas décadas) para apenas 50 mil no mundo.

Apesar de ser proibida, a caça aos orangotangos é considerada comum no local e a espécie corre o risco de entrar em extinção.



Foto: Reprodução/Daily Mail

(Por Marina Knöbl)

ENQUANTO ISSO,O SER HUMANO MATA PORQUE NÃO PODE CRIAR,MATA PORQUE É POBRE E AINDA DIZ QUE O FETO OU EMBRIÃO,QUE JÁ SÃO PACIENTES NÃO SÃO SERES HUMANOS.cOMPARAM-NOS COM TUMORES E COM A EXTRAÇÃO DE UM DENTE.LUTEMOS PARA QUE NOSSO PAÍS NÃO ASSUMA ESTE DÉBITO LEGALIZANDO O ABORTO.pRECISAMOS APRENDERMOS DE FATO O QUE É SER HUMANO.

ZILDA SANTIAGO MACIEL


ENCERRANDO CICLOS





Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário,perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver... Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram...Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu... Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó... Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: Teus amigos, Teus filhos, teus irmãos,todos estarão encerrando capítulos,virando a folha, seguindo adiante,e todos sofrerão ao ver que você está parado...

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado , nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.O que passou não voltará... Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais,amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor possibilidade de voltar.As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora... Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem...Tudo neste mundo visíve lé uma manifestação do mundo invisível,do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora, soltar, desprender-se...

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo,não espere que reconheçam seu esforço,que descubram seu gênio, que compreendam seu amor... Pare de ligar sua televisão emociona le assistir sempre ao mesmo programa,que mostra como você sofreu com determinada perda:isso o estará apenas envenenando, e nada mais... Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa. Lembre-se que nada ou ninguém é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho,por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.Deixe de ser quem era, e se transforme em quem você é...Esta é a vida!

GLORIA HURTADO (psicóloga colombiana) Jornal El Pais de Cali 21.01.2003




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